os riscos do doomscrolling

O que é e quais os riscos do doomscrolling

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De tempos em tempos, nosso vocabulário ganha novos termos. Com a epidemia, a palavra COVID, que ninguém conhecia até seis meses atrás, já está incorporada e reconhecida. Com ela, vieram os termos “distanciamento social”, “zoom”, “achatar a curva” e “assintomático”. Nessa época, também chama a atenção o termo “doomscrolling”, principalmente por seu significado para a saúde mental e física.

O que é doomscrolling?

O termo doomscrolling foi identificado no Twitter no final de 2018, mas, com a pandemia, tem aumentado em popularidade. Doomscrollilng é definido como uma quantidade excessiva de tempo que se passa em frente a uma tela, dedicado à absorção de notícias desagradáveis. Alguns observadores mais sombrios descreveram o doomscrolling como leitura obsessiva de postagens das mídias sociais sobre como estamos e maus lençóis… Se você se encontrar, logo de manhã, ou antes de dormir, pulando de um post para outro ou de uma página para outra com notícias ruins sobre o coronavírus, talvez o doomscrolling esteja lhe arrastando.

Por que isso está acontecendo?

Sites de notícias e mídias sociais foram projetados para manter você nas plataformas pelo maior tempo possível. Eles fazem isso muito bem. Os sites de mídia social, em particular, têm o seu perfil e sabem o que o manterá colado ao site deles. Mesfin Bekalu, cientista pesquisador do Centro Lee Kum Sheung de Saúde e Felicidade da Escola de Saúde Pública TH Chan de Harvard, observa que, embora muitas notícias sejam ruins, “como seres humanos, temos uma tendência ‘natural’ de prestar mais atenção para notícias negativas”.

O doomscrolling é prejudicial?

Você pode pensar que a rolagem desordenada nas telas prejudicará sua saúde mental. Ela talvez precipite a depressão, mas depende da pessoa. Algumas pessoas, quando recebem uma série de más notícias, são finalmente pressionadas a expressar seus sentimentos. Quem normalmente não posta, comenta ou conversa com outras pessoas nas mídias sociais pode acabar tão incomodada a ponto de iniciar interações. Isso pode ser uma coisa boa, já que ela pode se conectar com outras pessoas que passam pelas mesmas ansiedades e dificuldades.

No outro extremo, algumas pessoas acabam estimuladas de maneira prejudicial – há quem chega até a se tornar “trolls”. Mas, em geral, o doomscrolling não é necessariamente ruim: enquanto pode deixar algumas pessoas deprimidas, para outras, o hábito estimula a falar sobre sentimentos, tornando as pessoas mais resistentes.

E se for ruim para mim?

Se você tiver o hábito de doomscrolling à noite, ele pode prejudicar o sono. Veja este post para obter informações e dicas sobre isso. Durante a pandemia de COVID-19, é importante melhorar seu sistema imunológico e, para isso, é necessário um bom sono. Olhar para uma tela antes de dormir não ajuda.

Alguns gurus on-line dizem que, se você ficar rolando telas do celular ou do computador por muito tempo, o tratamento é limitar o hábito a poucos minutos por dia. Isso pode ser ideal e fácil de tentar. 

Outra abordagem é substituir parte do tempo por outra atividade. Você já ouviu podcasts? Se você possui o Spotify, pode acessar podasts lá ou procurar “podcasts” no Google. Ainda melhor que os podcasts são os audiolivros. Esse conceito ainda é novo no Brasil, mas há algumas boas editoras brasileiras fáceis de se encontrar. E, se você entende inglês, consulte audible.com. 

O que quer que você faça, se quiser diminuir o doomscrolling, encontre alguma outra atividade que não seja tão negativa, que desvie sua atenção desse consumo obsessivo de más notícias.

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