Beijo seguro e outras atividades durante a pandemia COVID

Beijo seguro e outras atividades durante a pandemia de COVID-19

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A crise da COVID-19 mudou muitas coisas em nossa vida cotidiana. Uma delas é que a pandemia acabou excluindo muitas pessoas de uma vida sexual saudável. Pessoas casadas ou que vivem com parceiro sexual pode não notar nenhuma mudança. Mas para quem é solteiro, as proibições podem parecer intoleráveis.

Muitas pessoas solteiras se perguntam se é seguro conhecer novas pessoas, namorar, beijar ou fazer sexo em meio à emergência sanitária. Em 8 de junho, o Departamento de Saúde de Nova York divulgou um documento detalhado com algumas recomendações. Em março e abril, a cidade de Nova York foi o epicentro da pandemia, mas recentemente eles “achataram sua curva”.

A atividade mais segura

O documento do Departamento de Saúde reconhece que muitas pessoas continuarão se beijando e tendo relacionamentos íntimos, apesar da COVID-19. Por isso, listaram maneiras de reduzir o risco para todos. Eles enfatizam a masturbação como a atividade mais segura e que a venda de brinquedos sexuais disparou desde o começo da pandemia.

Segunda atividade mais segura

A segunda atividade íntima mais segura é com alguém que já está em isolamento social – alguém em quem você confia está tomando todas as precauções. 

O novo coronavírus é transmitido pelas secreções respiratórias, incluindo saliva, por isso o beijo tem um alto risco de espalhar o vírus de uma pessoa infectada para uma não infectada. Acredita-se que a relação sexual em si não espalhe o vírus, mas ela geralmente também envolve beijar e estar fisicamente próximo das secreções respiratórias de outra pessoa – e esse é o risco.

Risco além do seu círculo de convivência

Conhecer alguém novo, além do seu círculo de convivência, acarreta um risco maior, mas existem maneiras de reduzi-lo. Primeiro, você deve discutir com a outra pessoa ela costumava fazer (no passado) sobre sexo seguro, camisinhas e infecções sexualmente transmissíveis. Mas além dessas perguntas, que ainda devem ser discutidas, você precisa adicionar outras perguntas antes de beijar e talvez ter relações sexuais.

Perguntas a serem feitas

Pergunte à outra pessoa se ela teve, nos últimos 14 dias, algum sintoma de COVID-19, como febre, tosse, dor de garganta ou problemas respiratórios. Além disso, se notou alguma diminuição na função do paladar ou do olfato, o que pode ser o primeiro sintoma. Ela teve contato com alguém suspeito de ter COVID-19? Mora com muitas pessoas? Tem se preocupado em usar máscaras e manter o distanciamento social?

As respostas corretas para essas perguntas não garantem que a outra pessoa não tenha COVID-19, já que é possível contrair o vírus e não apresentar sintomas (assintomáticos ou pré-sintomáticos). Mas essas perguntas certamente reduzem o risco. Se você mesmo estiver em uma categoria de risco mais alto, em virtude da idade ou de condições médicas, ou se morar com alguém em uma categoria de risco mais alta, considere tomar mais precauções se decidir se tornar íntimo dessa nova pessoa.

Precauções na intimidade

As maneiras de diminuir o risco de infecção durante a atividade sexual incluem: todo mundo usando máscaras, desfrutando de posições sexuais que minimizam as duas pessoas respirando uma muito próxima à outra e, para realmente reduzir o risco, não considere beijar o rosto ou a boca. Observe que o vírus COVID foi encontrado nas fezes, portanto, qualquer contato anal-oral é considerado de maior risco.

Outras sugestões incluem a alternativa de masturbação mútua, tendo uma parede parcial entre as pessoas (para evitar contato direto com o rosto), fazendo sexo fora ou em espaços mais abertos e bem ventilados. Ventiladores e as janelas abertas são seus amigos para dispersar as partículas de vírus. Se puder, evite tocar seu rosto ou a boca, o nariz ou os olhos da outra pessoa e use álcool em gel quando terminar.

A redução de risco também inclui a limitação do número de parceiros sexuais: quanto menos, menor o risco. Há quem sugira que o lado positivo da epidemia é que o namoro e a pressa de fazer sexo vão desacelerar e permitir que as pessoas realmente conversem e se conheçam antes de se tornarem íntimas. Esperamos que seja esse o caso!

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