o açúcar e a doença de Alzheimer

A ligação entre o açúcar e a doença de Alzheimer

Endocrinologia, Neurologia

Por muitos anos, pesquisadores suspeitaram que existe uma relação entre comer muito açúcar e desenvolver a doença de Alzheimer. Um estudo realizado na Inglaterra e que acaba de ser publicado na revista Diabetolgia deu evidências ainda mais fortes de que quanto mais açúcar comemos, maior o risco de Alzheimer.

A doença de Alzheimer é complexa – não há nenhuma maneira certa de preveni-la e alguns casos são determinados por nossos genes. Mas esta pesquisa mais recente mostra um grande passo que todos nós podemos dar para diminuir o risco: reduzir a ingestão de açúcares e carboidratos simples.

Como o açúcar pode danificar nosso cérebro

O açúcar é chamado por alguns especialistas de “veneno metabólico”. Em nosso cérebro, alguns dos danos resultam de substâncias chamadas “produtos terminais da glicação avançada (AGEs)”. Eles são proteínas e gorduras que acabam danificadas quando se ligam ao excesso de glicose no nosso sangue. Por isso, quanto mais açúcar temos flutuando em nossa corrente sanguínea, mais AGEs são formados.

Esses AGEs danificam nosso cérebro de várias maneiras. Eles promovem a inflamação, aumentam o estresse oxidativo e danificam diretamente os vasos sanguíneos em nosso cérebro.

Quando nossos níveis de glicose são elevados, a insulina também aumenta (e outras pesquisas mostraram que isso indiretamente também causa danos cerebrais). A insulina está envolvida no processo de remoção de placas amiloides que se formam na doença de Alzheimer. Quando é necessária muita insulina para empurrar a glicose para as células (função básica da insulina), as placas amiloides acabam não muito limpas.

O estudo inglês sobre açúcar

A pesquisa realizada na Inglaterra envolveu 5.189 voluntários que faziam parte do Estudo Longitudinal Inglês do Envelhecimento. A idade média era de 66 anos e 55% eram mulheres.

O estado mental dos participantes foi avaliado ao longo de um período de 10 anos e correlacionado com os níveis médios de glicose. A maneira como a glicose foi medida foi interessante (teste HbA1c) porque determinou o quão bem uma pessoa estava metabolizando a glicose nos últimos 3 meses. Este teste também mede indiretamente a quantidade de AGEs prejudiciais formadas.

Os resultados

Os pesquisadores descobriram que quanto maior o nível de HbA1c, maior a chance de a pessoa desenvolver demência (incluindo a doença de Alzheimer). As pessoas que mantiveram seus níveis de glicemia sob controle (o que significa que tinham níveis normais de HbA1c) tiveram uma chance muito menor de desenvolver demência.

Diabéticos ou não diabéticos?

O estudo mostrou que não importava se o indivíduo tivesse diabetes ou não. Apenas o fato de seus níveis de HbA1c serem elevados – mas não alto o suficiente para ser considerado diabético – aumentou o risco de demência. Existe um intervalo normal para qualquer exame de sangue, e o estudo mostra que as pessoas na extremidade superior do intervalo normal correm um risco maior.

O que fazer?

A partir dos resultados do estudo, o mais prudente é reduzir a ingestão de açúcar e carboidratos simples, especialmente durante a noite. Os carboidratos complexos, encontrados em frutas e vegetais inteiros, são bons para o organismo. Os vilões são os carboidratos simples, encontrados em refrigerantes, pão branco, alimentos processados ​​(como biscoitos) e sobremesas. Para lanches e sobremesas, tente consumir mais frutas inteiras, castanhas e chocolate escuro (65% ou mais de cacau na composição).

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