Tipos de tratamentos de COVID no Brasil

Tipos de tratamentos de COVID no Brasil e a situação atual

Medicamento,

Recentemente, mais uma controvérsia sobre a COVID-19 chegou aos noticiários. Alguns médicos afirmaram que, pelo menos na Itália, o novo coronavírus parece estar ficando mais fraco. A notícia foi criticada pela Organização Mundial da Saúde, que afirmou que não há evidências. Neste post, discutiremos se há motivos para algum otimismo frente à pandemia.

Se você olhar para os dados do Brasil, da América Latina e da África, verá que o número de novos casos e mortes diárias está aumentando. Então, pelo menos aqui no Brasil, parece não haver sinais significativos para otimismo. No entanto, o Brasil foi afetado mais tardiamente pela nova doença em comparação com a China, América do Norte e Europa. Até agora, a pandemia apenas ganhou força, e é provável que ainda leve algum tempo para que o Brasil apresente algum sinal que possa alimentar otimismo.

Custo do tratamento com Remdesivir seria alto demais?

Algumas pessoas têm aclamado o “reaproveitamento” do remédio antiviral Remdesivir com bastante otimismo. Na semana passada, falamos sobre isso, no nosso post “Remdesivir poderia ser a cura para a COVID-19?”. Concluímos que o Remdesivir não é a cura, mas pode ajudar algumas pessoas. Recebemos várias respostas de leitores dizendo basicamente que o Remdesivir é extremamente caro e não estará amplamente disponível no Brasil.

É verdade que o Remdesivir é um medicamento muito caro, e que seu custo está além do poder aquisitivo da maioria das pessoas. No entanto, a empresa que fabrica o medicamento (a Gilead Sciences, Inc.) diz que doará milhões de doses e que o preço do remédio que chegará ao consumidor não será alto demais. Mas isso ainda precisa ser colocado em prática para ser analisado adequadamente.

Possível tratamento no Brasil

Também no post da semana passada, falamos sobre uma combinação de três drogas: Kaletra, ribavirina e interferon beta-1b. A combinação não recebe tanta atenção quanto o Remesdivir, mas provavelmente é uma opção melhor no tratamento da COVID-19. E, como mencionamos, esses três medicamentos têm versões genéricas e estão disponíveis no Brasil – ao contrário do Remdesivir. Por isso, por enquanto, essa combinação de drogas tem maior potencial de se tornar a melhor opção de tratamento no país.

Mais motivos para otimismo

Ainda não se sabe se o vírus está enfraquecendo, mas sabe-se que mais pessoas estão sobrevivendo, mesmo depois de ficarem gravemente doentes com a COVID-19. Muitos desses dados ainda são apenas na Europa e nos países onde o novo coronavírus chegou antes, mas podem ser motivos de otimismo também nas Américas – e no Brasil.

Em um trabalho de pesquisa que ainda será publicado, pesquisadores italianos mostraram uma redução de 40% no número de pessoas hospitalizadas com COVID-19 no país no último mês. Os pesquisadores também observaram uma redução na taxa de mortalidade para todas as idades. Por exemplo, entre as pessoas com mais de 80 anos, a taxa de mortalidade caiu de 36% para 16%.

Tratamentos melhores agora

Mesmo sem uma cura, os médicos aprenderam muito e rapidamente sobre como lidar melhor com pacientes hospitalizados com COVID-19. É por isso que a taxa de mortalidade diminuiu. Os médicos estão lidando melhor com uma complicação da doença chamada “tempestade de citocinas”, na qual o sistema imunológico do corpo monta uma resposta imune esmagadora, que acaba atacando os pulmões e outros órgãos do paciente, levando à morte.

Um medicamento (disponível no Brasil) que está controlando muitos casos de tempestade de citocinas é chamado Actemra (tocilizumabe). Este é outro medicamento “reaproveitado” para a COVID-19, pois atualmente é usado principalmente na artrite reumatoide grave.

Outras melhorias no tratamento – todas disponíveis no Brasil – incluem o uso de anticoagulantes para evitar os coágulos sanguíneos que estavam matando muitos pacientes. E médicos em todo o mundo diminuíram o uso de intubação para assistência respiratória. Eles estão usando oxigênio em doses mais altas por meio de máscaras, o que parece funcionar tão bem quanto a intubação, com uma taxa de complicações muito menor. Além disso, colocar pacientes de barriga para baixo por algumas horas por dia enquanto estão na UTI (chamada “ventilação propensa”) é uma medida simples e que tem ajudado a recuperar os pulmões de mais pessoas.

Otimismo

Então, mesmo aqui no Brasil, deve haver otimismo. Os casos ainda não atingiram o pico aqui, e as pessoas ainda precisam usar máscaras, lavar as mãos e praticar o distanciamento social. Mas as taxas de recuperação melhorarão aqui no Brasil, como em outras partes do mundo.

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Leia também na ProcuraMed:

Remdesivir poderia ser a cura para a COVID-19?

Como fazer um kit para o COVID-19 em casa

 

Esta postagem também está disponível em: Inglês

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