remdesivir poderia ser uma cura?

Remdesivir poderia ser a cura para a COVID-19?

Medicamento,

Nas últimas semanas, uma nova droga tem criado esperança na luta contra a COVID-19. A Remdesivir ajudou na recuperação de alguns pacientes hospitalizados, mas será que ela funciona para todos? Ela poderia levar à cura e ao fim da pandemia? Infelizmente, para as duas perguntas, a resposta é não. E no post de hoje ajudamos você a entender um pouco mais sobre isso.

Até que a vacina seja lançada, proteja-se

A maioria dos especialistas em doenças infecciosas acredita que é improvável que tenhamos em breve um único medicamento que cure a COVID-19. E de acordo com as estimativas mais otimistas, uma vacina contra a doença não será lançada até o final deste ano. 

Mesmo depois que uma vacina é certificada como segura e eficaz, pode levar muito tempo até que você consiga acessá-la. A demanda excederá em muito os suprimentos por muitos meses. Então, por enquanto, não temos nem medicamentos que curem a COVID-19 nem estamos perto de ter uma vacina.

Isso significa que nossa melhor opção ainda é continuar os esforços para evitar a infecção. Felizmente, existem muitas maneiras eficazes de reduzir drasticamente o risco de ser infectado, como discutimos aqui.

Remdesivir

A maioria das informações sobre a Remdesivir veio da empresa farmacêutica que descobriu e patenteou o composto – a Gilead Sciences Inc. Apesar dos apelos por mais transparência, a empresa não divulgou todos os detalhes sobre o medicamento. 

Um estudo feito na China mostrou que o medicamento não era eficaz para curar a COVID-19. Entretanto, um estudo mais recente, feito nos EUA, mostrou que a Remdesivir deu às pessoas uma recuperação mais rápida – 11 dias em comparação aos 15 dias do placebo. Mesmo assim, o estudo não aponta que o medicamento aumentou a chance de sobrevivência dos pacientes.

Portanto, a Remdesivir não é uma droga milagrosa. Os apoiadores mais entusiasmados dizem que ela tem um efeito “modesto” no tratamento da COVID-19, o que não chega a ser um bom argumento. 

A boa notícia é que a Remdesivir é apenas um medicamento de primeira geração, e outros relacionados a ela serão desenvolvidos e serão mais eficazes. O caso é semelhante ao que aconteceu com os tratamentos da AIDS: os primeiros medicamentos foram modestamente eficazes, mas, em um curto período de tempo e a partir dessas primeiras drogas, medicamentos muito melhores foram lançados.

Combinações melhores

O que também funcionou melhor para a AIDS – e para tuberculose e hepatite crônica – foi o entendimento de que uma combinação de vários medicamentos se faz necessária para um tratamento eficaz. O mesmo provavelmente será verdadeiro também para a COVID-19. 

Uma dessas combinações foi usada recentemente em estudo, e os resultados publicados pareciam melhores que os obtidos apenas com o uso da Remdesivir. Essa combinação de medicamentos reduz o risco de morte e acelera a recuperação. Mas por que você não ouviu falar dessa combinação?

Os medicamentos usados ​​neste tratamento (Kaletra, ribavirina e interferon beta-1b) foram usados ​​para tratar a AIDS, hepatite crônica e esclerose múltipla. Porém, quando administrados para esse novo propósito (chamados de “medicamentos reutilizados”), eles agem em conjunto para serem mais potentes do que qualquer medicamento que age sozinho. Eles podem não ter recebido muita atenção porque estão disponíveis como genéricos e não têm o mesmo potencial de lucro que a Remdesivir, que possui uma máquina de relações públicas para apoiá-lo.

65% da população pode ser infectada

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA estimou que até 65% dos americanos serão infectados com o novo coronavírus em algum momento. Uma prevalência semelhante provavelmente ocorrerá em outros países, como o Brasil. Isso significa que muitos de nós, com tempo suficiente, seremos expostos e infectados por esse vírus.

Podemos esperar que exista uma boa vacina antes de sermos expostos. Até lá, o melhor caminho é adiar a exposição e a infecção pelo maior tempo possível. A cada semana que passa, pesquisadores e médicos globais estão trabalhando freneticamente para encontrar melhores tratamentos. 

Mas se, de alguma forma, você for infectado, quanto mais tarde isso acontecer, melhor. Com o tempo, mais drogas serão testadas e os algoritmos de tratamento serão aprimorados. Sua chance de sofrer complicações graves com a COVID-19 deve ser muito menor se você se infectar daqui a seis meses, por exemplo. Ainda assim, a melhor opção é ter cuidado e evitar a infecção até que tenhamos uma vacina.

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