de novo na batalha contra o HIV/Aids

O que há de novo na batalha contra o HIV/Aids?

Infectologia, Sexualidade

Pesquisadores têm lutado contra o vírus HIV há mais de 35 anos e, enquanto ainda não há cura, todos os anos há algum progresso. Hoje resumimos a pesquisa apresentada na Conferência Anual de Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada em Boston. Também discutiremos o progresso aqui no Brasil.

Encontrar uma cura para a Aids é tão desafiador porque o vírus HIV não é como qualquer outro. Ele destrói e se reproduz nas células imunes que normalmente o matariam. O vírus também se esconde incrivelmente bem dentro de alguns órgãos, resistentes ao tratamento.

“Choque e morte” do vírus HIV

Uma nova tentativa de cura é forçar o vírus que está oculto para que se mostre, e depois matá-lo. Isso é chamado de abordagem “choque e morte”. A parte mais difícil é encontrar os reservatórios ocultos de vírus e trazê-los para que possam ser atacados com medicação.

Os principais pesquisadores nesta abordagem são da Harvard Medical School. Sua pesquisa, apresentada na Conferência, mostrou-se eficaz em macacos rhesus, que, para o HIV, são semelhantes aos humanos. Usando os medicamentos experimentais GS-9620 (para tirar o vírus do esconderijo) e, em seguida, o anticorpo PGT 121 (para matá-lo), eles conseguiram 3 a 6 meses de remissão.

Durante esta remissão, o vírus não foi encontrado no sangue. Quando ele reapareceu, foi em quantidade 100 vezes menor do que a encontrada em macacos sem o tratamento. Este é um bom começo, mas os pesquisadores dizem que um tratamento efetivo usando essa abordagem em humanos ainda precisa de alguns anos.

Apenas uma pessoa curada

A dificuldade em encontrar uma cura é demonstrada pelo fato de que apenas uma pessoa, em toda a história da Aids, foi comprovadamente curada. Era um homem alemão que vivia com o HIV, desenvolveu leucemia e foi curado após dois transplantes de medula óssea – um de uma pessoa com mutação genética, para torná-lo resistente ao vírus. Havia outras pessoas nas quais os cientistas achavam que tinham obtido uma “cura funcional”, mas o vírus retornou após um ano ou mais de remissão.

Sucesso no Brasil

O Brasil tem atuado bem com a luta global contra o HIV, principalmente por tornar a medicação livre e amplamente disponível. O Brasil lançou uma campanha para oferecer a Profilaxia Pré-exposição (PrEP) às populações de alto risco. Se tomado diariamente, o medicamento pode prevenir com segurança a infecção pelo HIV.

Um novo estudo, publicado na revista médica britânica Lancet, informou os resultados de um estudo feito com PrEP durante 48 semanas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Participaram 450 homens com perfil de alto risco de infecção. Após 48 semanas, apenas 2 tornaram-se soropositivos para o HIV. E isso só aconteceu porque, como mostraram os exames de sangue, eles não estavam tomando a medicação PrEP todos os dias, como havia sido solicitado. Ou seja, a falta de comprometimento com o tratamento ainda é um problema a ser superado.

Nós manteremos você atualizado aqui no blog sobre os avanços nas pesquisas com HIV e Aids. Lembre-se: se você tem relações sexuais de risco, tome precauções. Faça sexo seguro, com preservativos e / ou PrEP.

Para encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, vá até a Procuramed.com

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