a prática de exercícios reduz as taxas de recorrência de câncer

Como a prática de exercícios reduz as taxas de recorrência de câncer

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Ruth Bader Ginsburg, juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, morreu na semana passada aos 87 anos. Surpreendentemente, com quase 90 anos, ela é um ícone para mulheres de todas as idades, não apenas por sua habilidade judicial e destemor, mas pela devoção à sua rotina de exercícios. Ela começou um programa de levantamento de peso aos 66 anos, para ajudar na recuperação após uma cirurgia de câncer de cólon, em 1999, e o seguiu fielmente por toda a vida.

Câncer de mama e exercícios

Ruth afirmou que o motivo de levar os treinos tão a sério era porque eles a ajudaram a se recuperar e sobreviver ao câncer – e ela provavelmente estava certa. Um grande estudo, realizado pela Harvard Medical School, mostrou que, após a cirurgia de câncer de mama, as mulheres que se exercitavam caminhando pelo menos 3 a 5 horas por semana tinham um risco de 40% a 50% menor de recorrência do câncer do que mulheres sedentárias.

Câncer de colo

Vários estudos sobre o câncer de cólon, pelo qual passou Ruth Bader Ginsburg, mostraram resultados semelhantes. Os estudos apontam fortemente para um menor risco de recorrência em pessoas que se exercitaram após o diagnóstico. Há um estudo que mostra, inclusive, que quanto mais exercício, menor a taxa de recorrência.

Câncer de próstata

Um estudo com 2.705 homens com câncer de próstata não metastático mostrou que os homens que se exercitavam por meio de ciclismo, corrida ou natação por três ou mais horas por semana apresentavam risco 61% menor de morte relacionada ao câncer de próstata em comparação com os homens que não faziam exercícios. Acredita-se que o exercício reduz a recorrência do câncer e a morte, modificando os níveis hormonais e, talvez, melhorando a perspectiva mental dos pacientes.

Programa de exercícios de Ruth Bader Ginsburg

Ruth Bader Ginsburg treinou por 20 anos com o mesmo treinador, duas vezes por semana. Ela ficou famosa por seus treinos e, aos 84, publicou com seu treinador o livro best-seller “The RBG Workout”. Seu treino básico começa com 5 minutos de aquecimento e alongamento leve, em seguida passa para o treinamento de força, incluindo flexões (2 séries de 10 cada), pranchas (30 segundos ou mais), supino reto, agachamentos, exercícios de abdução do quadril e um período de resfriamento com mais alongamento.

Ruth foi curada de seu câncer de cólon original, mas, 10 anos depois, desenvolveu uma das piores formas de câncer: o pancreático. Este tipo de câncer tem perspectiva ruim e poucas pessoas sobrevivem, mesmo alguns anos após o diagnóstico. Como o tumor de Ruth foi descoberto cedo, o tratamento com cirurgia e quimioterapia e, mais tarde, radiação, ajudou-a a sobreviver por incríveis 11 anos após seu diagnóstico original. Ela atribuiu sua longevidade à devoção aos exercícios físicos.

Obviamente não podermos saber se a vida de Ruth Bader Ginsburg teria sido mais curta se ela não fosse tão fanática por exercícios, mas vários estudos apontam para os efeitos positivos dos exercícios físicos para ajudar as pessoas a se recuperarem do câncer. Aqueles que se exercitam pelo menos 3 a 5 vezes por semana, por ao menos uma hora ao dia, têm menos recorrências de câncer e uma vida útil mais longa. O exercício pode consistir em caminhada moderada, mas a combinação de pelo menos um pouco de treinamento com pesos provavelmente trará ainda mais benefícios.

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