Como o Brasil está se saindo na escala global de atividade física?

Como o Brasil está se saindo na escala global de atividade física?

Desde 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem monitorado os níveis de atividade física em 168 países. Neste ano, a OMS lançou um Plano de Ação Global sobre Atividade Física, para encorajar as pessoas a serem menos sedentárias e a se mexerem mais.

A OMS divulgou um mapa mostrando os níveis de inatividade em cada um dos países, que você pode ver na ilustração acima. Cores mais escuras mostram países que são mais inativos. No Brasil, 47% dos adultos estão inativos, ou seja, não atendem ao mínimo de minutos semanais sugeridos de atividade física.

Para comparação, nos EUA, o percentual de inatividade é de 40%, e no Reino Unido, de 36%. A China está se saindo muito melhor, com apenas 14% dos adultos inativos. Em geral, a OMS constatou que os países mais ricos têm maior inatividade do que os países mais pobres, principalmente porque nesses países as pessoas dependem mais de carros, têm menos empregos físicos e passam mais tempo assistindo à TV.

Inatividade leva a doenças

O relatório da OMS adverte que a inatividade leva a problemas de saúde, além da obesidade. Pessoas inativas têm um risco maior de doença cardíaca, diabetes, hipertensão e taxas mais altas de câncer de mama e cólon. As pessoas inativas também são mais propensas a ter problemas de saúde mental e apresentam sinais de demência em idade mais precoce.

Quais são as tendências?

As tendências globais estão mostrando que, infelizmente, as pessoas se tornaram menos ativas nos últimos 15 anos. Por exemplo, em países de renda mais alta, o nível geral de inatividade em 2001 foi de 32%. Em 2016, o nível subiu para 37%. Apesar do esforço para encorajar a atividade física, as pessoas geralmente passam mais tempo sentadas. Em vez de andar mais, estão dirigindo mais. Em vez de praticar esportes fora, passam mais tempo jogando videogame e sentadas em frente ao computador ou à TV.

Um país que se saiu bem, no entanto, é a China. Embora tenha uma população idosa em rápido crescimento, curiosamente, muitos dos idosos chineses se tornaram mais ativos, participando em atividades de exercícios em grupo nos parques. Isso não está acontecendo na maioria dos outros países, e parte do problema pode ser a falta de parques seguros e limpos. O Brasil pode se enquadrar nessa categoria.

Inatividade, o “novo tabagismo”

Escrevemos sobre inatividade com frequência, já que é um problema crítico para a saúde, mas muitas pessoas não pensam nisso. Todo mundo está ciente de que fumar não é saudável e as taxas de tabagismo caíram. Mas poucas pessoas reconhecem como é prejudicial à sua saúde ficar sentado por horas sem se mexer. Alguns especialistas em saúde pública chamaram a inatividade de “novo tabagismo” – o novo grande fator de risco para obesidade, doenças crônicas e câncer.

Quanta atividade é necessária?

As recomendações da OMS são de pelo menos 150 minutos por semana em exercício moderado, ou 75 minutos de exercício vigoroso por semana. Exemplos de exercícios moderados incluem caminhada rápida, patins, vôlei e ciclismo normal em terra plana. Atividades vigorosas incluem atividades como corrida, futebol, pular corda e andar de bicicleta rapidamente ou em colinas. Se você é fisicamente capaz, misture exercícios vigorosos e moderados. Se você não consegue gerenciar atividades vigorosas, concentre-se em acumular pelo menos duas horas e meia de caminhada rápida por semana!

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