máscara pode salvar 130.000 vidas

Como o uso correto da máscara pode salvar 130.000 vidas

Doenças,

Depois de sete meses de pandemia, e com os números de registros e mortes pela COVID-19 mais distante dos picos no Brasil, algumas pessoas acabam se sentindo mais confiantes e relaxando as medidas de proteção contra a doença. O álcool em gel parece não estar mais tão presente como antes e vemos mais pessoas sem máscaras ou com ela cobrindo apenas parte do rosto – e podemos até nos sentirmos tentados a fazer o mesmo.

Com a chegada do verão, começam a chegar também as ansiedades por dias de calor mais próximos da normalidade que estávamos acostumados até antes de março de 2020. Porém, e de maneira muito realista, se o Brasil for como os EUA e a Europa, verá rapidamente as infecções pelo novo coronavírus subirem.

Particularmente na Europa, os casos e mortes por COVID-19 caíram drasticamente depois que as pessoas levaram a sério o uso de máscaras e o distanciamento social. Mas, assim como acontece aqui no Brasil agora, os negócios reabriram e as pessoas começaram a se reunir em festas, bares, reuniões de família e restaurantes. A consequência é que, para o horror de muitos europeus, os hospitais voltaram a ficar superlotados com doentes de COVID-19. 

Nos EUA, depois do que parecia um platô da epidemia, o número diário de novos casos acaba sendo agora o maior de toda a epidemia.

Embora poucas pessoas estejam vivas atualmente para confirmar, foi assim que aconteceu também durante a grande Pandemia de 1918: a alternância de ondas de infecções e períodos intermediários, em que muitas pessoas pensaram que o problema havia sido superado. Mas os vírus podem ser cruéis e, em questões de sobrevivência, parecem mais inteligentes que nós. Uma vez que as pessoas começam a relaxar, o vírus, que estava escondido e infectando menos pessoas o tempo todo, volta com força total e infecta especialmente as pessoas que baixaram a guarda.

Já ouvimos essa história muitas vezes: uma pessoa que tem sido cuidadosa com o uso de máscaras e distanciamento social, mas, em um evento “especial”, baixa a guarda – afinal, será apenas uma vez.  E alguns dias depois, ela acorda com forte fadiga, dores no corpo, dor de cabeça e febre.

Seria diferente se pudéssemos dizer que a ciência médica desenvolveu uma cura – ou mesmo tratamentos muito eficazes – para a COVID-19, mas a verdade é que não existe cura, nem tratamentos milagrosos. Se por um lado mais pessoas sobreviverão se forem hospitalizadas, muitas outras não irão sobreviver e algumas irão permanecer com sintomas que podem durar meses.

O objetivo desta postagem é lembrá-lo de uma verdade inconveniente: em nossa situação atual, antes de termos uma vacina eficaz, a única forma que você tem para se manter longe da COVID-19 é usando máscara e mantendo o distanciamento social. Lembre-se de que, embora você possa contrair o vírus de superfícies infectadas, o risco é muito maior de estar fisicamente perto de alguém que não percebe que está infectado.

Máscaras salvam muitas vidas

Esta última previsão nos diz o que precisamos fazer. Um modelo estatístico publicado na revista Nature Medicine de 23 de outubro projeta que, se 95% das pessoas usarem máscaras enquanto estiverem fora de casa e praticarem um bom distanciamento social, 130.000 pessoas a mais poderão sobreviver até o final de fevereiro. 

Ou seja, 130 mil vidas podem ser poupadas a mais com essa simples retomada de cuidado, para revertermos o quadro desleixado de uso de máscara e distanciamento social que temos agora. Esta é uma estatística para os EUA, mas como o Brasil segue de perto o modelo de evolução da doença entre norte-americanos, a lição para todos nós é clara: relaxe o uso da máscara e o distanciamento social por sua conta e risco.

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