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Testosterona e a Votação

Esta é uma época de eleição no Brasil e nos Estados Unidos. Existem grandes diferenças nos processos eleitorais de cada país – por exemplo, o Brasil possui um moderno sistema de votação eletrônica nacional e os EUA não -, porém brasileiros e americanos têm de suportar muitos aborrecimentos comuns a esse período. Talvez, a maior irritação sejam os anúncios políticos.

O gráfico mostra o nível de testosterona para os eleitores de Obama em azul.

Um tipo de propaganda política usual no Brasil é demonstrar, por um gráfico, que seu candidato está à frente da disputa e que, provavelmente, será o vencedor. A implicação é: “você quer votar em um vencedor, certo?”.

Uma pesquisa médica muito séria e investigativa foi realizada pelas universidades de Michigan e Duke (EUA), no dia da eleição presidencial americana, em 2008. Os pesquisadores avaliaram 163 eleitores, em idade universitária, entre homens e mulheres, e mediram seus níveis de testosterona quatro vezes no dia do pleito. A primeira medição, às 8h, serviu como “linha de base”; depois, o nível foi medido à noite, quando o vencedor foi anunciado, e mais duas vezes na hora seguinte.

As mulheres (que realmente têm testosterona no sangue, mas em menor quantidade que os homens) não tiveram alteração em seus níveis de testosterona tendo votado no vencedor (Obama) ou no perdedor (McCain). Contudo, os homens apresentaram uma diferença marcante.

No gráfico acima, você pode ver como o nível de testosterona variou entre eleitores vencedores e perdedores.

Tanto os votantes de Obama, como eleitores de McCain, começaram a avaliação com os mesmos níveis, mas, mais tarde, quando souberam dos resultados, a testosterona subiu entre os eleitores de Obama, e teve queda significativa entre os eleitores de McCain.

Os eleitores “derrotados” não só sofreram queda de testosterona, mas, também, se sentiram mais “controlados, submissos, infelizes e aborrecidos” que os eleitores “vencedores”. Uma pesquisa anterior demonstrou que pessoas afetadas pela queda de testosterona pós-competição são menos motivadas a se interessar por disputas futuras.

Os pesquisadores concluíram que, para os homens, participar indiretamente de uma corrida eleitoral era como um desafio para sua supremacia. Os homens que votaram no vencedor sentiram-se mais dominantes que os eleitores que votaram no perdedor, e isso se reflete em seus níveis de testosterona.

Assim, e ao menos para os homens, estes não se sentem melhor só com a vitória  de seu candidato, mas se acham mais potentes. Além disso, ao “vencerem”, ficam mais propensos a se interessar por eleições futuras.

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Testosterona e a Votação was last modified: junho 17th, 2016 by

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