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Por que ainda devemos escrever à mão?

Quando foi a última vez que você trocou o teclado do computador ou do celular por uma caneta e uma folha de papel? Em um mundo cada vez mais digital e em busca da sustentabilidade, escrever à mão pode parecer antiquado, mas faz bem ao cérebro.

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Pesquisa publicada neste ano na revista Psychological Science comparou o desempenho do aprendizado de alunos universitários que escreviam à mão e dos que digitavam as anotações feitas em sala de aula. O estudo, desenvolvido por psicólogos da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, mostrou que os estudantes que registravam as anotações digitalmente não aprendiam os conteúdos tão bem quanto os demais.

De acordo com a pesquisa, os estudantes que digitavam tendiam a escrever as palavras exatas ditas pelos professores. Já os que faziam anotações à mão eram mais propensos a reformular os conceitos usando suas próprias palavras, em um exercício de interpretação e memória.

Outro estudo fez a mesma comparação entre crianças. O resultado foi que as que escreviam à mão acabavam produzindo palavras e ideias mais rapidamente. Além de melhores habilidades de escrita, essas crianças também tinham melhor ativação nas áreas do cérebro relacionadas à leitura e à escrita, quando comparadas às crianças que digitavam.

Os benefícios da escrita à mão também são confirmados cientificamente. Exames de ressonância magnética funcionais mostram que o estímulo ao cérebro é maior quando deixamos os teclados de lado. Escrever com lápis ou caneta, além de ser mais desafiador para nosso cérebro, ativa a memória, a criatividade e o aprendizado de palavras. Inconscientemente, quando escrevemos à mão, o cérebro também trabalha calculando o espaço necessário para as letras, ativando os músculos envolvidos e realizando todos os detalhes do movimento da escrita.

Você pode pensar nesse processo comparando-o aos exercícios físicos. Para ir de um andar a outro, você pode escolher entre subir escadas ou usar o elevador. O elevador é certamente mais moderno, mais fácil e mais eficiente, mas subir escadas deixa o corpo mais forte. O mesmo acontece com teclados: para o cérebro, digitar é o caminho mais fácil e exercita menos circuitos cerebrais que escrever à mão.

Então, se seu objetivo é exercitar o cérebro, não dispense lápis e papel.

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