Tomographia computerizada e radiação

O que você deve saber sobre tomografias

Edição recente de Health News, publicada pela Kaiser Health, uma das maiores e mais antigas clínicas nos EUA, aborda a preocupação crescente dos pacientes com a quantidade de radiação recebida durante exames. A publicação relata a experiência de uma paciente, de 55 anos, que questionou a necessidade de uma tomografia computadorizada – a quarta em oito anos. A discussão gerou muitos questionamentos e reflexões sobre o assunto. É realmente necessário nos expormos a tanta radiação?

A Food and Drug Administration (EUA) observa que a dose de radiação recebida em uma única tomografia computadorizada (TC) é similar à recebida por alguns dos sobreviventes da bomba atômica lançada no Japão – de 5 a 20 mSv. Para produzir imagens, o scanner da tomografia emite muitos raios-x individuais, a partir de ângulos diferentes. Assim, a quantidade de radiação à qual o paciente é exposto é significativamente maior que a recebida em um raio-x normal.

Comparativamente, em uma única tomografia de abdômen, a radiação é equivalente à emitida em 200 raio-x de tórax ou 1.500 raios-x dentais. E há índices ainda maiores: estudo realizado em um hospital de Nova York apontou que pacientes que se submeteram a vários TC de coração receberam radiação equivalente a 5.000 radiografia de tórax.

Embora o efeito sobre o organismo não seja imediato, tanto a exposição à radiação de uma bomba nuclear quanto à de exames de TC excessivos podem aumentar o risco de câncer em alguns anos.

A radiação causa danos ao DNA dentro de nossas células que, em 20 ou 30 anos, podem desenvolver câncer – em especial leucemia e certos tumores sólidos, como câncer no cérebro.

O Instituto Nacional do Câncer (EUA) fez uma estimativa quanto ao TC e o risco de câncer: um cancro para cada 2000 exames. Ou seja, quanto mais exames, maior a radiação acumulada e maior o risco de câncer.

Se o seu médico quer fazer uma tomografia

É importante ressaltar que, embora a exposição à radiação seja muito preocupante, TCs são fundamentais em muitos quadros médicos. Por isso, o alerta é para que elas rejam realizadas sempre que necessárias. Segundo a Food and Drug Administration, 30% a 50% das TCs realizadas nos EUA são classificadas como desnecessárias do ponto de vista médico. Ou seja, poderiam ser substituídas por outro exame menos nocivo. Entre as alternativas ao TCs em muitos casos estão o ultra-som e exames de ressonância magnética.

Portanto, não deixe de questionar seu médico quando ele recomendar uma TC. Pergunte se há testes alternativos e, caso tenha feito uma TC recentemente, certifique-se da real necessidade de uma nova – principalmente entre crianças, ainda mais suscetíveis aos efeitos de radiação.

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