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Como remover tatuagens

O que você faz se tem uma tatuagem e quer retirá-la? Não faz muito tempo – antes da era dos lasers dermatológicos especializados -, a remoção de tatuagens era um processo difícil e muitas vezes insatisfatório. A cicatriz deixada era até pior que uma tatuagem feia.

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Ainda hoje, o processo não é fácil, nem indolor, mas a maioria das tatuagens pode ser satisfatoriamente “apagada”. Uma coisa é certa: o processo de remoção será mais caro e demorado do que a aplicação da tatuagem. Normalmente, são necessárias várias sessões de laser que podem durar até um ano, para atingir o resultado desejado.

Ainda assim, o laser é um recurso muito melhor que os anteriores, os quais incluíam excisão cirúrgica que deixa uma cicatriz, cremes de fuga (geralmente não funcionam) e dermoabrasão (lixamento das camadas superiores da pele, que podem deixar uma cicatriz e não remover completamente o pigmento).

Quando uma tatuagem é feita, a agulha insere rapidamente pequenas gotas de pigmento na derme (ou camada média da pele). Estas gotículas ficam para sempre, embora possam clarear e se desvanecerem com o tempo.

O laser de remoção funciona por meio do envio de um forte feixe de energia para cada uma das gotículas de pigmento. As gotículas são aquecidas até “explodirem” e dividirem-se em várias partículas, que o próprio sistema imunológico é capaz de remover.

Nos primeiros anos dos lasers dermatológicos, na década de 1970, os médicos tinham apenas um número limitado de aparelhos para escolher. Os primeiros modelos utilizados, como o laser de dióxido de carbono, causaram danos a outros elementos da pele e, muitas vezes, deixaram cicatrizes inaceitáveis.

Os mais recentes, chamados lasers “Q-switched”, emitem sua energia em flashes extremamente curtos, denominados “pulsos”. Estes lasers direcionam a energia para o pigmento da tatuagem, deixando os outros elementos da pele (como a melanina) ilesos.

Vários fatores determinam o quão bem a tatuagem é apagada: a habilidade do cirurgião, os cuidados pós-operatório e a cor natural da pele do paciente. Porém, o mais importante são as cores usadas. As mais escuras são mais fáceis de remover, e cores claras, mais difíceis.

Isso ocorre porque os pigmentos escuros absorvem melhor a energia, de modo que aquecem melhor, facilitando a “explosão” com a aplicação do laser. As cores mais fáceis de remover são a preta, seguida da azul. Entre as mais difíceis estão a amarela, vermelha e principalmente a verde.

Existem três tipos de lasers Q-switched disponíveis: o Rubi, o Alexandrita e o Nd:YAG. Eles são caros para comprar, assim, muitos médicos alugam um ou mais destes dispositivos, conforme sua necessidade.

O procedimento a laser pode ser doloroso, por isso, muitos pacientes recebem uma pomada anestésica antes. A sessão em si não leva muito tempo (você pode assistir a um breve vídeo de Kelly Osbourne passando por um procedimento desses aqui). Mas o paciente necessita de um intervalo de pelo menos um mês, talvez, dois meses para a cura total da sessão. Quanto mais rápidas as sessões são feitas, maiores são chances de ficar uma cicatriz.

Não há garantias de que o resultado seja perfeito. Este alerta é para que você não faça uma tatuagem hoje, pensando que poderá ser totalmente removida no futuro. Contudo, você pode aumentar suas chances ao procurar um tatuador experiente e escolher a cor preta ou, ao menos, tintas de cores escuras.

Futuramente, será possível remover uma tatuagem mais facilmente. Para isso, tintas estão sendo desenvolvidas para serem mais facilmente retiradas pelo laser. Mas até esse momento, antes de fazer uma tatuagem, pense a longo prazo.

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