depressão das mídias sociais

Como lidar com a depressão das mídias sociais

Quanto mais nos familiarizamos com as mídias sociais, mais vemos potenciais aspectos negativos e até riscos à nossa saúde mental. Estudos mostram que quanto mais tempo uma pessoa gasta em redes sociais, e em quanto mais redes uma pessoa interage, maior a probabilidade de sofrer efeitos negativos na saúde mental.

Por que as mídias sociais podem levar à depressão

Mesmo inconscientemente, quando vemos postagens e especialmente imagens de outras pessoas, estamos nos comparando com elas. Em aplicativos baseados em imagem, como o Instagram, as pessoas postam mais fotos em cenários felizes. Todo mundo parece estar constantemente se divertindo, saudável, e os adultos parecem prósperos. Os filtros são quase universais e os defeitos são facilmente ocultados. Quando os outros veem essas imagens, podem imaginar que refletem a realidade. Mas frequentemente não é.

Estudos

Muita pesquisa foi realizada e os resultados foram variados. Quando os psicólogos da Universidade de Lancaster (Reino Unido) examinaram quase 800 artigos sobre o assunto, eles descobriram que 45% dos estudos mostraram uma ligação definitiva entre o uso excessivo da mídia social e o aumento da ansiedade e até da depressão. Mas 18% dos estudos concluíram que as mídias sociais tiveram um impacto global positivo na saúde mental e 36% não deram nenhuma conclusão definitiva.

Estudo da Royal Society

Um grande estudo realizado no ano passado pela Royal Society for Public Health entrevistou cerca de 1500 jovens entre 14 e 24 anos. Os jovens disseram que as redes sociais tiveram um impacto geral negativo em sua saúde mental.

Muitas vezes eles se sentiam inadequados e, às vezes, intimidados. Especialmente as meninas sentiam com frequência que seus corpos não eram magros o suficiente, ou não eram bonitas o suficiente. Há também o FOMO (do inglês, fear of missing out, ou medo de perder). Depois de ver uma série de imagens felizes, muitos achavam que suas vidas não eram muito excitantes (chamado de fenômeno de “comparar e se desesperar”).

Instagram é o pior

O estudo da Royal Society fez com que os participantes classificassem as redes sociais de boas a más para a saúde mental. O YouTube foi classificado como melhor e foi a única que obteve notas positivas para a saúde mental. A segunda melhor foi o Twitter, seguido pelo Facebook e Snapchat. O pior classificado foi o Instagram.

O Instagram é a rede com maior probabilidade de fazer as pessoas se sentirem ansiosas e deprimidas porque é baseado em imagem. O Twitter e o Facebook podem ter conteúdo mais sério e útil, e o YouTube tende a ser mais equilibrado, mostrando tanto o lado positivo quanto o negativo. O YouTube é uma plataforma de auto-expressão, mas também um lugar para aprender e para aqueles com problemas de saúde, para ver que outros compartilham suas dificuldades.

Como diminuir a ansiedade e a depressão

Não há uma maneira infalível de se isolar dos possíveis efeitos negativos, mas estas dicas podem ajudar:

1) Limite o tempo nas mídias sociais, especialmente no Instagram. Algumas pessoas decidiram excluir aplicativos, como o Instagram, ou pelo menos pegam um intervalo de uma semana ou mais para ficar afastado deles.

2) Lembre-se constantemente de que o que você vê é uma realidade idealizada e distorcida

3) Tente se conectar com as pessoas cara a cara. O contato pessoal é muito melhor para sua saúde mental e permite que você veja a realidade melhor.

4) Encontre hobbies ou atividades alternativas. Atividades físicas, em especial, ajudam a saúde mental.

5) Receba suas notícias de fontes confiáveis ​​em vez de redes sociais. Algumas das notícias nas redes sociais são falsas ou escritas de forma a excitá-lo ou incomodá-lo. É melhor receber suas notícias de jornais online confiáveis.

Para encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, vá até a Procuramed.com

Leia também na ProcuraMed:

Como auto monitorar sua pressão arterial em casa

As pulseiras de monitoramento ajudam a melhorar a saúde?

Esta postagem também está disponível em: Inglês