dispostivo crianca

8 dicas para ajudar a controlar o vício em tecnologia em crianças

Em nosso último post, vimos como o uso excessivo de dispositivos eletrônicos pode afetar o desenvolvimento psicológico das crianças. Quando a interação interpessoal acaba substituída pela real, a percepção da realidade, os conceitos de empatia e de convivência acabam prejudicados. Hoje vamos ver como encarar essa realidade.

Alguns estudos mostram que essa interação com eletrônicos, quando levada ao extremo e durante grandes períodos de tempo, pode mudar inclusive a estrutura do cérebro. Como não é possível interromper o desenvolvimento de tecnologias e o acesso a elas pelas crianças, aqui vão algumas dicas:

1) Busque o equilíbrio

Não sugerimos eliminar drasticamente o acesso à tecnologia, mas encontrar um equilíbrio entre o mundo virtual e o mundo real. A terapeuta familiar e escritora Susan Stiffelman afirma que os pais devem “orientar os filhos para que eles possam aprender hábitos que os ajudem a fazer uso do mundo digital sem ser engolido inteiramente por ele”.

2) Seja exemplo

As crianças aprendem muito imitando os hábitos dos pais e dos adultos em torno deles. Assim, se seu filho está viciado em tecnologia, é possível que ele esteja se espelhando em você. Muitos pais usam smartphones e tablets durante as refeições e até mesmo quando deveriam estar cuidando e interagindo com os filhos. Por isso, tente usar seus dispositivos eletrônicos quando as crianças estão na escola ou dormindo. E nunca, em hipótese alguma, use-os enquanto dirige com seu filho no carro.

3) Ofereça alternativas

Em vez de forçar as crianças a abandonar os aparelhos eletrônicos, ofereça a eles boas alternativas para substituí-los e deixá-los de lado. A prática de atividades físicas, de hobbies, leitura de livros e atividades que incluam você são ótimas opções.

4) Proteja os mais novos

Diretrizes da Academia Americana de Pediatria (2013) indicam que se evite o uso de eletrônicos por crianças com idade inferior a 2 anos. Isso porque seus cérebros estão em rápido desenvolvimento e é fundamental que, nesta idade, elas interajam com pessoas de verdade.

5) Estabeleça limites

Se você estabeleceu que as crianças não podem usar o tablet ou o celular durante as refeições, faça essa regra ser cumprida. Ressalte a importância de estar com as pessoas de quem se gosta em momentos importantes, como o horário do almoço ou do jantar.

6) Conheça os pontos fracos

Se você sabe que seu filho passa muitas horas em frente à TV, não instale mais uma no quarto dele.

7) Mantenha horários

Se você restringir o tempo de interação do seu filho com aparelhos eletrônicos, fique preparado para uma reação. Se ele já está viciado em tecnologia, certamente as reações não serão agradáveis. Mas mantenha-se firme. “Conheça a raiva de seu filho sem dar a ele longas palestras sobre os motivos de ele não poder ter tudo o que quer. Passar por decepção transforma crianças em adultos resilientes. E tudo bem se ele ficar bravo, chateado ou ansioso por estar perdendo o que os amigos dele estão fazendo online”, completa a terapeuta familiar Stiffelman.

8) Estimule o talento

Se seu filho é mais velho e tem um interesse profundo em tecnologia, ajude-o a canalizá-lo em áreas valiosas para ele. Cursos de programação, design digital ou animação podem ser boas opções.

Outsmarting the Smart Screens:A Parent’s Guide to the Tools that are Here to Help (Harvard School of Public Health, em inglês)

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site: www.procuramed.com.

Leia também na ProcuraMed:

Como alguns eletrônicos podem alterar o comportamento infantil

Como o olhar canino pode aumentar nossos níveis do hormônio do amor

Esta postagem também está disponível em: Inglês