HIV medicamentos

HIV parte 2 Convivendo com o vírus e o coquetel

No post anterior, foi apresentado um breve histórico sobre o tratamento do HIV nos últimos 30 anos. Para o tratamento atual, recomenda-se um coquetel de, geralmente, três medicamentos diferentes, pois, cada qual ataca o vírus de uma maneira específica.

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O vírus é tão habilidoso que, se apenas uma ou duas drogas forem usadas, poderá sofrer mutação (alteração) para uma forma mais forte e resistente à medicação que o paciente está tomando. Mas, se vários medicamentos são usados simultaneamente, a pessoa pode permanecer saudável por um longo tempo.

O consenso crescente é que, se alguém adere fielmente ao regime de tratamento do coquetel, ele poderá ter a duração de uma vida normal. Porém, ainda é um pouco cedo para esta afirmação, uma vez que é preciso de mais tempo para observar o curso dos pacientes que fazem uso do coquetel no longo prazo, mas o otimismo é forte.

As drogas individuais usadas nesses coquetéis foram melhoradas com o passar dos anos e os efeitos colaterais têm diminuído muito. Também ficou mais fácil controlar os horários da medicação para a maioria das pessoas, as quais podem se programar para tomar os comprimidos duas vezes por dia. Caso desenvolvam efeitos secundários ou ocorra um aumento da carga viral (contagem de vírus), há, quase sempre, medicamentos alternativos para serem substituídos no coquetel e que, provavelmente, serão eficazes na redução da carga viral.

Mesmo assim, ainda não há cura para o HIV.  E para manter o vírus sob controle, o paciente necessita de um compromisso de vida inteira com a medicação ou até que a cura seja encontrada. Se o paciente interromper a medicação, poderá contribuir com o desenvolvimento de mutações do vírus e com o surgimento de infecções ainda piores e muito mais difíceis de tratar.

Uma das principais questões da terapia para a AIDS é: quando iniciar o tratamento? Aguardar até que o vírus se apresente em maior número ou tratar assim que a pessoa descobre ser portadora do HIV? O crescente consenso é que todos os soropositivos, devem estar em tratamento. Então, é melhor iniciá-lo logo após a descoberta da doença.

As evidências mostram que quanto mais cedo uma pessoa é tratada, mesmo que não apresente sintomas, melhor será para ela a longo prazo. Mas, se não é tratada, o vírus vai trabalhando às escondidas, causando danos a vários órgãos e ao sistema imunológico. Por isso, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhor.

Outro benefício do tratamento com o coquetel é que os antirretrovirais têm mostrado redução do risco de transmissão para outras pessoas em até 96%. Então, em uma situação ideal, se todos os portadores do HIV obtiverem um tratamento eficaz para a doença, a taxa de a transmissão poderia despencar em direção ao zero.

O tratamento da AIDS tem sido, há quase 30 anos, cheio de polêmica, mas todos os especialistas concordam que as pessoas em risco devem fazer o teste de HIV para saber o seu estado. Se negativo, devem usar de práticas mais seguras para o sexo. Se positivo, devem ser ainda mais cautelosos nas relações sexuais e considerar fortemente o uso do coquetel. O tratamento pode dar ao paciente uma vida bem melhor, além de ajudar a saúde pública a reduzir a transmissão do vírus HIV.

http://www.aids.gov.br

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