Mais Saúde

A terapia de coquetéis para o tratamento do HIV

A AIDS foi declarada uma epidemia no início da década de 80, mas o primeiro tratamento razoavelmente efetivo, o AZT, só foi lançado em 1987. Desde então, a busca pela cura tem evoluído e melhorado e, hoje, vamos entender brevemente como se deu o tratamento para o HIV até os dias de hoje.

O AZT não era uma solução muito boa e, apenas em meados da década de 90, os tratamentos realmente eficazes tornaram-se disponíveis. A classe de medicamentos “inibidor de protease” foi desenvolvida e, logo, pesquisadores começaram a combinar vários tipos de medicação anti-HIV nos chamados “coquetéis de tratamento do HIV”.

Essas combinações são chamadas “coquetéis” porque, enquanto havia, basicamente, apenas um medicamento disponível em 1990, agora, existem cerca de 36 diferentes marcas de remédios para a AIDS. O desafio, para os especialistas em HIV, é olhar para cada paciente e saber o que misturar e prescrever. Em geral, são três ou mais medicamentos para fazer o melhor “coquetel” de drogas, que controle tanto o vírus e provoque menos efeitos colaterais no paciente.

Com a chegada desses “coquetéis”, pacientes com AIDS ganharam uma boa chance de reduzir, até mesmo de interromper, o avanço da doença. Os primeiros coquetéis, feitos durante a década de 1990, eram difíceis de ser tomados e os efeitos colaterais eram comuns e, muitas vezes, graves. Os pacientes tinham de tomar muitos comprimidos ao longo do dia e da noite e em horários específicos. Alguns, com alimentos, outros sem, e os efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, diarreia, dores de cabeça, erupções cutâneas, reações alérgicas e dormência nos braços e pernas, eram comuns.

Mas, felizmente, as empresas farmacêuticas, trabalhando com pesquisadores na cura da AIDS, desenvolveram medicamentos mais eficazes. Assim, hoje em dia, existem cinco classes básicas de medicamentos para o HIV (com nomes como “inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa”) e cada um funciona de uma maneira diferente. Porém, todos eles têm um objetivo em comum: impedir a replicação do vírus, ou, no jargão técnico atual, “fazer cópias” de si mesmo.

Contudo, nenhum dos medicamentos atuais, mesmo as melhores combinações do coquetel, pode curar uma pessoa portadora do HIV. Nem é tão fácil assim, apenas reprimir o vírus, que sofre mutação muito rapidamente, tornando-se resistente às medicações mais antigas. Assim, remédios anti-HIV precisam ser administrados em conjunto, ou para retardar ou para parar a reprodução do vírus, atuando, cada um deles, sobre uma parte diferente do processo de replicação viral.

Na maioria dos pacientes, os coquetéis são altamente eficazes, de forma que com o tratamento, ao longo do tempo, a “carga viral” (contagem de vírus no sangue) torna-se indetectável. Isso significa que as técnicas mais atuais de laboratório não conseguem encontrar o vírus no corpo quando o coquetel é eficaz.

Mas, infelizmente, o vírus ainda está lá, escondido, esperando por uma chance de se replicar. Portanto se as drogas forem interrompidas, o aumento da carga viral do paciente irá aumentar, representando um risco na vida do paciente. Então, se alguém começar a tomar um coquetel, deve, para manter-se saudável, comprometer-se a usá-lo para o resto da vida, ou até que uma cura ou um tratamento melhor seja encontrado…

No próximo post: Quando as pessoas HIV positivas devem iniciar o tratamento?

http://www.aids.gov.br

Leia também na ProcuraMed:

*Novo teste confirma vírus da Aids em 20 minutos

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site principal: www.procuramed.com.

 

 

A terapia de coquetéis para o tratamento do HIV was last modified: junho 17th, 2016 by

Esta postagem também está disponível em: Inglês