exodus

A maior organização de Cura Gay dos EUA fecha as portas

Uma das questões que tem inflamado manifestantes em todo o Brasil é a aprovação recente, pela “Comissão de Direitos Humanos” da Câmara dos Deputados, de uma medida controversa – chamada “cura gay” -, a qual permitiria aos psicólogos tratarem a homossexualidade como uma doença.

exodus

É importante olharmos alguns fatos recentes sobre o tema ocorridos nos Estados Unidos, pois, nesse contexto, as ações da comissão podem se tornar uma vergonha internacional para o Brasil.

Na semana passada, em 19 de junho, a maior e mais antiga organização “cristã conservadora dedicada à cura gay” nos EUA, a Exodus International, encerrou suas operações. Com sede em Orlando, Flórida, o presidente da entidade, Alan Chambers, emitiu esse pedido de desculpas:

“Por favor, saibam que estou profundamente arrependido. Lamento pela dor e mágoa experimentadas por muitos de vocês. Lamento que alguns de vocês tenham passado anos trabalhando com vergonha e culpa porque suas atrações [sexuais] não se alteraram. Lamento por promovermos esforços para mudar a orientação sexual [dos homossexuais] e teorias reparadoras sobre a orientação sexual estigmatizada pelos pais. Lamento ter havido momentos em que pessoas que estavam ‘do meu lado’ vieram a público chamá-los de sodomitas – ou coisa pior. Lamento que eu, conhecendo alguns de vocês tão bem, não compartilhei, publicamente, que os gays e as lésbicas que conheço eram tão capazes de serem pais maravilhosos como as pessoas heterossexuais do meu convívio. Lamento que quando celebrei uma pessoa render-se a Cristo e entregar sua sexualidade para Ele, eu, insensivelmente, comemorei o fim de relacionamentos que quebraram seu coração. Lamento ter dito que você e suas famílias eram menos que eu e a minha própria”.

No ano passado, o sr. Chambers admitiu que “99,9% das pessoas que conheceu, que se sujeitaram a tais programas, não experimentaram nenhuma transformação significativa em sua orientação sexual”.

Em 2012, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um relatório chamando os esforços para “curar” gays de “grave ameaça à saúde e ao bem-estar”. No documento, a OMS descreveu que “tratamentos degradantes e assédio físico e sexual [incluindo choques e isolamento], sob o pretexto de tais ‘terapias’ …devem ser denunciados e sujeitos a sanções e penalidades previstas na legislação nacional”.

A exemplo do Exodus, o Sr. Chambers não é o único que, recentemente, mudou de ideia sobre a “cura gay”. Em abril, o ex-presidente da organização religiosa, John Paulk, emitiu a seguinte declaração:

“Hoje, eu não me considero ‘ex-gay’ e não apoio ou promovo o movimento. Por favor, deixe-me ser claro: não acredito que a terapia reparativa mude a orientação sexual de alguém, na verdade, ela faz um grande mal para muitas pessoas”.

O Dr. Robert L. Spitzer, hoje com 80 anos e portador do Mal de Parkinson, considerado por alguns como “o pai da psiquiatria moderna”, apoiou a “cura gay” nos anos 2000. Agora, ele diz: “Eu devo à comunidade gay um pedido de desculpas”.

E na frente legislativa, ao contrário do que acontece no Brasil, uma lei, aprovada no ano passado, na Califórnia, proibiu esse tipo de tratamento.

Felizmente, parece que o movimento conservador e retrógrado da Comissão de Direitos Humanos brasileira não irá adiante. Como o país está se mobilizando para promover cuidados de saúde de primeiro mundo (o que inclui a saúde mental), esperamos que medidas como essa, que violam a dignidade humana, fracassem sempre.

Precisa encontrar um(a) médico(a)? É rápido e simples! É só entrar em nosso site: www.procuramed.com.

 

 

 

Esta postagem também está disponível em: Inglês