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Estudos mostram que exercícios ajudam tratar a depressão

Exercícios físicos podem ajudar a prevenir ou a tratar a depressão? O tema é discutido em pesquisas há muitos anos, com conclusões incertas. No entanto, agora, em 2016, três grandes estudos foram publicados apontando fortemente para essa conclusão. Juntos, os três estudos reuniram dados de mais de 1,1 milhão de mulheres e homens adultos.

No primeiro estudo, os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos com base no nível de aptidão aeróbia. Eles descobriram que homens e mulheres que estavam no grupo que teve o pior desempenho (1/3 dos participantes) apresentaram chances 75% maiores de receber um diagnóstico de depressão em comparação ao 1/3 dos participantes que estavam no grupo com o melhor desempenho.

Outro estudo buscou saber se o exercício pode tratar pessoas já diagnosticadas com depressão. Os autores combinaram 25 pesquisas anteriores, todas envolvendo pessoas que estavam deprimidas. Em alguns desses estudos, os voluntários iniciaram programas de exercícios. Os resultados mostraram que o exercício teve um “grande e significativo efeito” na diminuição da depressão. Esses resultados foram especialmente bons para as pessoas que fizeram exercício moderadamente extenuante, como correr ou pelo menos andar rápido.

O terceiro estudo, lançado em fevereiro, tentou descobrir por que o exercício causa esse efeito antidepressivo. Nele, os voluntários tiveram sangue extraído antes e após do exercício, com atenção colocada sobre hormônios e outros produtos químicos, como endorfinas, que afetam nosso humor. Geralmente, biomarcadores que mostram um estado generalizado de inflamação no corpo estão correlacionados com a depressão. Este estudo mostrou que os hormônios e marcadores inflamatórios no sangue associados à depressão foram significativamente diminuídos após o exercício.

Tratamento da depressão: exercícios x antidepressivos

Algumas pesquisas têm mostrado que os programas de exercícios são eficazes como medicação antidepressiva – conforme observado na publicação médica de Harvard Exercício e Depressão. Os medicamentos funcionaram mais rápido do que os programas de exercícios. Por outro lado, os exercícios superaram a medicação quanto aos efeitos positivos, já que pareceram durar por muito mais tempo do que os efeitos benéficos da medicamentação.

Esta informação é bastante útil para aqueles que podem querer uma alternativa à medicação antidepressiva. Além disso, as pessoas que tomam medicamentos antidepressivos podem obter melhores resultados se também se exercitarem. Mas lembre-se: se você tiver perguntas sobre antidepressivos, discuta com seu médico – de preferência, um psiquiatra.

Qual a quantidade de exercício para o combate à depressão?

Os estudos indicam que é necessário fazer mais do que uma pequena quantidade de exercício para obter o efeito antidepressivo. Uma caminhada rápida por 15 minutos por dia, cinco dias por semana, não foi uma opção que pareceu dar bons resultados.

Para realmente melhorar seu humor e perceber os efeitos sobre o corpo, são necessários cerca de 35 minutos de caminhada rápida, corrida ou ciclismo (ou similar), durante cinco vezes por semana. Mas se você só se exercita três vezes por semana, o ideal é que você gaste uma hora ou mais em cada sessão de exercício.

Se você está deprimido ou conhece alguém que esteja, exercícios aeróbicos soam como uma ótima ideia. Além de melhorar o seu humor, o exercício lhe dará todos os outros benefícios. Seu sistema cardiovascular será mais saudável, você poderá reduzir as chances de desenvolver câncer, e certamente terá sua autoestima melhorada.

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Estudos mostram que exercícios ajudam tratar a depressão was last modified: dezembro 1st, 2016 by

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