óleo de coco e saúde

Óleo de coco: sete perguntas e respostas

Você já deve ter lido alguma notícia que classifica o óleo de coco como “superalimento”. Vários livros lançados recentemente também tratam sobre o tema, como o título “Óleo de coco: a gordura que pode salvar sua vida”. Muitos dizem que o óleo é mais saudável que a manteiga e uma alternativa melhor ao leite no café. Por isso, no post de hoje vamos olhar para a ciência e analisar se o óleo de coco realmente merece todo este status.

Quais são as afirmações sobre o óleo de coco?

Os benefícios de saúde mais comuns reivindicados incluem: proteger o coração, ajudar a perda de peso, diminuir o risco de diabetes e artrite, melhorar a digestão, amenizar os sintomas de Alzheimer e fortalecer o sistema imunológico (incluindo o auxílio na cura de herpes e AIDS).

Por que o óleo de coco se tornou tão popular?

Na década de 1980, foram divulgadas muitas notícias ruins sobre “óleos tropicais” – o que moveu a indústria de alimentos para o uso de óleos parcialmente hidrogenados. Pouco tempo depois, descobriu-se que esses óleos hidrogenados estavam cheios de gorduras trans, horríveis para o coração e vasos sanguíneos (muito piores que qualquer gordura saturada, como o óleo de coco). Assim, os óleos tropicais foram redescobertos como uma alternativa saudável, impulsionados pela busca por alimentos mais naturais.

Por que o óleo de coco é considerado tão saudável?

Os defensores do coco afirmam que ele é rico em gorduras saturadas mas os seus ácidos graxos são diferenciados. A gordura saturada principal no coco é o ácido láurico, encontrado em poucos outros alimentos. Para esses defensores, este ácido graxo pode melhorar o perfil de colesterol. O óleo de coco contém ácidos graxos de cadeia média, que são metabolizados mais rapidamente, e isso supostamente é algo bom para o controle de peso.

É bom para o coração?

O óleo de coco contém 90% de gorduras saturadas, o que torna o alimento com a fonte de gordura saturada mais concentrada. Comparativamente, a manteiga é composta por 64% de gordura saturada, e o azeite de oliva, 14%. Mas nem todas as gorduras saturadas são as mesmas (como já vimos em post sobre a gordura saturada em leite e o chocolate escuro). Algumas delas foram estudadas mais recentemente e, em quantidades modesta, podem ajudar a manter o coração saudável.

O mesmo não pode ser dito sobre o óleo de coco. Enquanto ele pode ajudar a aumentar os níveis de colesterol HDL (bom colesterol), ele também aumenta os níveis de colesterol LDL (mau colesterol). O aumento não é tão grande quanto o causado pelo consumo das gorduras saturadas na carne, mas, na melhor das hipóteses, o óleo de coco não é ruim nem bom para o seu coração. É um alimento neutro.

O óleo de coco é melhor que outros óleos?

Não. Há várias pesquisas feitas sobre óleos encontrados em azeitona, abacate, soja e canola que mostram grandes benefícios desses alimentos. Os estudos sobre o óleo de coco têm sido poucos, e muitos desses estudos não foram bem feitos.

É rico em antioxidantes e nutrientes?

Uma colher de sopa de óleo de coco contém 120 calorias, e não é uma fonte significativa de vitaminas ou nutrientes. Os óleos de coco vêm em várias formas, e alguns estudos mostram que o tipo “virgem” contém antioxidantes. No entanto, o nível de antioxidantes no azeite de oliva virgem é muito maior.

Qual é o balanço geral sobre o óleo de coco?

Buscamos sempre seguir tendências, mas nossa conclusão é a de que o óleo de coco não é tão saudável. Não há nenhuma boa evidência que mostre que ele ajuda a perder o peso, evita o Alzheimer ou impulsiona seu sistema imune.

Há muito mais pesquisas que mostram os benefícios do azeite de oliva e outros óleos, como canola, soja, abacate e cártamo. Se você gosta de óleo de coco, sugerimos que você use apenas ocasionalmente, e que compre a variedade virgem, que, pelo menos, fornece alguns antioxidantes.

Se você quer encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site: www.procuramed.com.

Leia também na ProcuraMed:

10 legumes vermelhos poderosamente saudáveis

Um bom motivo para comer abacate

Esta postagem também está disponível em: Inglês