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Como a ressonância magnética revolucionou a medicina

Com certeza você já leu notícias sobre como seu cérebro funciona quando você está meditando ou quando você ama uma pessoa. Essa “fotografia” de nossas atividades cerebrais enquanto pensamos ou sentimos algo só é possível graças aos exames de ressonância magnética (RMI). Considerada um milagre médico, essa tecnologia chegou até a ganhar um Prêmio Nobel.

A varredura do cérebro que mapeia reações frente a sentimentos e pensamentos é chamada de exame de ressonância magnética “funcional”, que é um tipo mais novo da ressonância magnética básica. Na forma mais tradicional, o principal objetivo é olhar para os problemas estruturais no cérebro ou outras partes do corpo, e são especialmente úteis quando estudam tumores.

História e funcionamento

O primeiro exame de ressonância magnética foi feito em 1977. Nesta época, as máquinas eram dolorosamente lentas e caras. Atualmente, aparelhos de RMI são muito mais rápidos e menos dispendioso.

De forma geral, uma ressonância magnética tira fotos com base nos átomos reais em nossos tecidos. Depois, essas imagens passam por softwares de computador que as transformam em imagens 3D surpreendentes.

O aparelho de ressonância magnética em si é composto basicamente por dois grandes ímãs, arrefecido a uma temperatura muito baixa para funcionar corretamente. A corrente é passada através dos ímãs, e uma grande força é criada – tão forte que realinha os átomos em nossos tecidos. Enquanto um ímã alinha os átomos em uma direção, o outro envia um sinal na direção oposta. Isso permite aos átomos cair para trás, para a sua posição normal.

Diferentes tecidos têm átomos que reagem de maneiras diferentes nesse processo de realinhamento das forças magnéticas. Por exemplo, os átomos em células de gordura reagem diferente dos átomos das células musculares. Da mesma forma, átomos em um tumor reagem de maneira diferente dos tecidos circundantes do tumor. É esta diferença que aparece nas imagens individuais, ou “fatias”, que são tomadas durante a varredura. O software então analisa esta informação e reconstrói as imagens que vemos.

Ressonância magnética X Tomografia computadorizada

Pode parecer assustador que estes ímãs temporariamente movam nossos átomos. Felizmente, esse movimento não é apontado como causador de qualquer dano físico, já que os átomos voltam para a posição original. É importante lembrar que uma ressonância magnética é bastante diferente de uma tomografia computadorizada (TC).

Um scanner TC também gera imagens múltiplas, que são reconstruídas mais tarde pelo computador. A principal diferença entre os aparelhos é que tomógrafos usam raios X padrão em vez de mover nossos átomos com forças magnéticas.

Uma vantagem da ressonância magnética em comparação com a tomografia computadorizada é que exames de ressonância não nos expõem ao tipo de radiação que poderia causar queimaduras ou outros problemas. Assim, uma pessoa que passa por muitas tomografias pode ter risco aumentado de desenvolver um câncer, devido à exposição ao raio X. Esse risco não existe nos exames de ressonância magnética. Outra vantagem da ressonância magnética é que as imagens criadas são tipicamente mais claras e detalhadas.

Desvantagens da ressonância magnética

Mas nem tudo é perfeito com a ressonância magnética. Os equipamentos são mais caros quando comparados aos de tomografia computadorizada, e o exame de ressonância leva mais tempo para ser realizado. Além disso, a maioria das máquinas de RMI requerem que a pessoa entre em um tubo quase fechado, o que pode ser problemático para quem tem claustrofobia.

A ressonância magnética também utiliza ímãs fortes, o que se torna um impeditivo para pessoas com implantes metálicos. Com as máquinas de RMI mais recentes, já surgem algumas técnicas que podem ajudar a resolver esses problemas.

A ressonância magnética é verdadeiramente um milagre médico que revolucionou as capacidades de diagnóstico. Em nosso próximo post vamos explicar como um exame de ressonância magnética “funcional” é diferente e também falaremos sobre a controvérsia que entrou em erupção na comunidade médica sobre essas verificações. Acompanhe.

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Como a ressonância magnética revolucionou a medicina was last modified: setembro 5th, 2016 by

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