ligação diabetes e Alzheimer

O elo entre diabetes e doença de Alzheimer

Pessoas com diabetes do tipo 2 (90% de diabéticos) têm cerca de duas vezes mais risco de desenvolver a doença de Alzheimer. A ligação tornou-se ainda mais evidente com estudo publicado em julho 2016 em Diabetologia, a revista da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.

O artigo conclui que, em alguns casos, as alterações tóxicas no cérebro encontrados em pessoas com Alzheimer podem conduzir a alterações no pâncreas e tecidos periféricos, que levam à diabetes. Tradicionalmente, acreditava-se o contrário – que o que levava à diabetes era a falha no pâncreas e nos tecidos periféricos, que se tornam menos sensíveis à ação da insulina. Também se sabe que, de alguma forma, a diabetes agrava o depósito dos emaranhados amilóides encontradas no cérebro  na doença.

No estudo, os autores descrevem um gene que parece aumentar a produção de proteínas tóxicas no cérebro, bem como as alterações diabéticas nos órgãos periféricos. A dra. Bettina Platt, pesquisadora-chefe do estudo, diz:

“Muitas pessoas não estão cientes da relação entre diabetes e Alzheimer, mas o fato é que cerca de 80% das pessoas com Alzheimer também têm alguma forma de diabetes ou o metabolismo da glicose perturbado.”

A ligação é tão profunda que alguns especialistas descrevem o Alzheimer como uma forma de diabetes, referindo-se à doença como “diabetes Tipo 3”. A boa notícia dessa descoberta é que a prevenção da diabetes e pré-diabetes em adultos parece diminuir o risco de desenvolver demência e o Alzheimer mais tarde na vida.

Medicamento de diabetes para tratar Alzheimer

A nova pesquisa também sugere que medicamentos utilizados por diabéticos podem diminuir a patologia encontrada em Alzheimer. “Agora pensamos que alguns dos compostos que são utilizados em casos de obesidade e de desregulamentação do diabético podem ser potencialmente benéficos para os doentes de Alzheimer também. A boa notícia é que há um número de novas drogas disponíveis no momento que estamos testando para ver se eles poderiam reverter ambos, Alzheimer e sintomas de diabetes”, afirma Dra. Platt.

Uma dessas drogas está sendo testada em mais de 200 pacientes no Reino Unido: a liraglutide. Os pacientes tomam uma injeção de uma pequena quantidade de liraglutide diária, com a esperança de que, além de controlar o seu metabolismo do açúcar, também tenham melhora da função cerebral.

Se esses testes se mostrarem bem sucedidos, a liraglutide, pode ser o primeiro novo tipo de droga para Alzheimer desta década – e pode estar disponível para uso geral no prazo de 5 anos.

Prevenção

A pesquisa sugere que manter uma rotina saudável para evitar a diabetes ou pré-diabetes é uma das melhores maneiras de ajudar a evitar também o Alzheimer. Isto significa levar uma dieta saudável e equilibrada, manter pressão arterial e colesterol sob controle, não fumar e estar mentalmente e fisicamente ativo. Por enquanto, é a melhor maneira de manter nosso cérebro em boa forma à medida em que envelhecemos.

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