lipstick metais

O seu batom é perigoso?

Se você lê muitas notícias de saúde, pode pensar que todos os lugares estão contaminados: bactérias nas carnes e nos ovos, pesticidas em frutas e vegetais, gases perigosos no ar e, quem sabe, se é pura mesmo a água que bebemos.

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Sem dúvida alguma, todos nós consumimos a nossa quota diária de coisas indesejáveis e, ainda assim, sobrevivemos. Normalmente, apenas quando o nível de contaminação é muito alto é que percebemos o problema. No entanto, a exposição crônica, ainda que a baixos índices de contaminantes, aumenta o risco para certos tipos de câncer, problemas endócrinos em crianças e até mesmo de defeitos congênitos.

Nem se vivêssemos em uma bolha, produzíssemos a nossa própria comida orgânica e controlássemos o nosso abastecimento de água, conseguiríamos eliminar todos os riscos, isto é, continuaríamos expostos às toxinas diariamente.

Uma meta razoável seria a de fazer o melhor que podemos para reduzir a exposição de contaminantes em nossos alimentos, na água, no ar e nos medicamentos e produtos químicos que usamos em nosso corpo.

Uma dessas áreas, sobre a qual podemos atuar e reduzir a exposição a contaminantes – se estivermos conscientes –, foi abordada em uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), publicada recentemente na Environmental Health Perspectives. Os pesquisadores, liderados pela Dra. Katharine Hammond, observaram o nível de contaminação por metais em 32 tipos diferentes e populares de batons e brilhos labiais.

A grande preocupação era com os níveis de chumbo, cádmio, cromo, alumínio e manganês. E os cientistas encontraram vários níveis de contaminação desses metais em todos os produtos. Em alguns deles, a concentração era suficiente para causar problemas de longo prazo, se usados com frequência e em quantidades significativas.

Os pesquisadores calcularam a quantidade de cada metal versus a “ingestão diária aceitável” (ADI, na sigla em inglês), e os detalhes foram descritos em um relatório.

A menos que o batom seja apagado ou removido, uma pequena quantidade é absorvida diariamente e pode acumular-se no organismo. O nível de contaminação pelo batom, por si só, pode não ser suficiente para causar problemas. Mas associado à ingestão desses contaminantes em nossa dieta, dia após dia, ao longo dos anos, pode contribuir para o desenvolvimento, por exemplo, de problemas renais graves (a partir do cádmio) ou para o aumento do risco de tumores de estômago pelo excesso de cromo. Suspeita-se que o cádmio seja um dos fatores de risco para o câncer de mama.

Os pesquisadores não listaram quais produtos seriam “mais seguros” do que outros, pois os fabricantes alteram, frequentemente, as fórmulas e a fonte dos vários pigmentos. E nenhum deles se destacou como sendo totalmente livre de contaminantes.

Mas é preciso colocar tudo isso em perspectiva. A Dra. Hammond explicou: “Eu não acho que as pessoas devam entrar em pânico ou abandonar o batom, mas penso que devem se preocupar”. “Eu não acho isso trivial. Precisa ser tratado”, disse ela.

As medidas que podem ser tomadas para diminuir o risco são:

1) Use menos vezes o batom ou o gloss ou reaplique-o com menor frequência, entre duas ou três vezes ao dia, e seque o excesso. Não lamba o excesso.

2) Mande um e-mail ou ligue para o fabricante do seu batom favorito para dizer-lhes que a contaminação por metais pesados ​​é uma de suas preocupações. Os produtos “naturais” podem não ser mais seguros, uma vez que são propriedades naturais do solo, do qual alguns pigmentos são derivados. O fabricante tem de remover os metais pesados para lançar um produto seguro.

3) Não deixe as crianças brincarem com seus cosméticos. A Dra. Hammond alerta para “tratá-los como algo perigoso porque, se forem comidos, estarão levando uma quantidade relativamente alta de metais para corpos muito pequenos”.

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