gravida no carro

Mulheres grávidas ficam mais propensas a sofrer acidentes

Além do cuidado com a alimentação e com o estilo de vida, um novo tópico precisa entrar na lista de atenção das gestantes. Estudo publicado no último dia 12 de maio mostra que, em especial durante o segundo trimestre da gestação, as gestantes estão mais sujeitas a sofrer acidentes enquanto dirigem.

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O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Toronto e publicado no jornal da Canadian Medical Association. Nele, foram analisados relatórios de falhas de veículos a motor conduzidos por mais de 500 mil mulheres no Estado de Ontário, no Canadá, entre 2006 e 2011. A partir dos dados sobre os acidentes, foram calculados quantos deles foram graves o suficiente para exigir internação. Foram consideradas mulheres que sofreram acidentes até três anos antes da gravidez, durante o período gestacional e até um ano depois.

A partir dos dados, os pesquisadores constataram que a taxa de acidentes graves aumentou 42% quando as vítimas estavam no segundo trimestre de gestação. Durante o primeiro e o terceiro trimestres, os resultados não foram significativamente maiores. Por outro lado, a primeira parte do segundo trimestre de gravidez foi o período considerado de maior risco para mulheres condutoras, independentemente da idade, escolaridade, nível de renda ou estação do ano.

Uma das explicações para este fenômeno pode ser o chamado “cérebro de grávida”, um período durante a gravidez em que as mulheres ficam mais confusas mentalmente. Dr. Donald Redeimeier, um dos autores do estudo, observa que “uma gravidez normal está associada a fadiga, náuseas, insônia, ansiedade e distração. Todas essas mudanças podem contribuir para o erro de direção”.

O estudo sugere que as mulheres devem tomar cuidados extras ao dirigir durante a gravidez. É preciso estar com atenção redobrada quanto aos limites de velocidade, sinais de trânsito e nunca usar o telefone celular com o carro em movimento. Mesmo no banco traseiro, o cinto de segurança é essencial. O airbag é outro aliado, e, quando está disponível no veículo, o indicado é que a motorista grávida mantenha uma distância de pelo menos 25 centímetros do volante. Também é fundamental sentir-se bem ao dirigir: em caso de cansaço, comum durante a gravidez, o melhor é deixar a direção para outra pessoa.

O aumento da incidência de acidentes não significa que mulheres grávidas não devem dirigir, tampouco que elas dirigem pior que os homens. As mulheres grávidas, mesmo durante o segundo trimestre de gestação, ainda registram menos acidentes graves em comparação aos homens na mesma faixa etária.

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