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Mulheres e homens adoecem de formas diferentes

Hoje, vamos apresentar-lhe uma nova disciplina da Medicina, chamada “Medicina de Gênero”.

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Medicina de gênero não tem nada a ver com o fato de os homens terem câncer de próstata e as mulheres, de mama (que, por sinal, pode afetar os homens também). Medicina de gênero é uma nova disciplina, que tenta explicar por que, por exemplo, as mulheres têm sintomas diferentes dos homens durante um ataque cardíaco e por que muitos médicos não reconhecem a osteoporose masculina, já que a fraqueza óssea é frequentemente subdiagnosticada entre eles.

Um grupo de médicos pesquisadores da Universidade de Pádua (Itália) assinou um artigo na revista Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, em 21 de Março, intitulado “Medicina de gênero: uma tarefa para o terceiro milênio”, no qual essa disciplina foi descrita para a comunidade médica.

Mulheres e homens são medicamente diferentes em muitos aspectos, além da distinção clara entre o aparelho reprodutor feminino e masculino. Eles se diferenciam na resposta a muitas drogas e à dor, nos efeitos colaterais, em como são afetados pelo câncer e outras doenças e na manifestação de sintomas.

Mas, surpreendentemente, muitos pesquisadores – e até mesmo a maioria dos médicos – não estão muito cientes a respeito dessas diferenças, e esse artigo tem a intenção de tornar o tema mais conhecido para a comunidade médica. Além do mais, o objetivo do blog Mais Saúde é estar sempre atualizado com as questões de saúde discutidas em todo o mundo, razão pela qual introduzimos a “Medicina de Gênero” em nossa pauta da semana.

Um dos principais motivos que impossibilita saber mais sobre as diferenças de gêneros na Medicina é que, até recentemente, a maioria dos estudos foram realizadas com indivíduos do sexo masculino. Mesmo em pesquisas com animais, apenas os machos foram estudados… Aparentemente, os investigadores relutavam em testar as fêmeas, que poderiam ser “mais frágeis” e suscetíveis a variações hormonais e à gravidez.

Para termos uma ideia melhor sobre o assunto, listamos, aqui, algumas dessas diferenças:

1) Homens e mulheres podem manifestar sintomas de forma distinta

Durante um ataque cardíaco, os homens, muitas vezes, sentem um aperto no peito e uma dor que irradia para o braço esquerdo; em contraste, muitas mulheres (mas não sempre) sentem dor no abdômen e náusea. Por essa razão, não é raro que ataques cardíacos em mulheres levem mais tempo para ser diagnosticados.

2) Homens e mulheres recebem avaliações diferentes pelos médicos

Já em 1991, um editorial, publicado no respeitado New England Journal of Medicine (EUA), destacou o fato de que as mulheres, hospitalizadas para investigação de doença cardíaca, passaram por menos testes de diagnóstico – como o cateterismo cardíaco – do que os homens, apesar de as doenças do coração tenderem a ser mais complexas e graves em mulheres.

Por outro lado, muitos médicos têm cristalizado em sua mente a ideia de que a osteoporose é principalmente uma doença feminina. Mas os homens também sofrem com essa fraqueza óssea, e o seu diagnóstico é bastante tardio, frequentemente, depois de sofrerem uma fratura.

3) Há diferenças na manifestação do câncer e nas respostas ao tratamento

Quando câncer colorretal (a segunda principal causa de morte por câncer em ambos os sexos) ocorre em mulheres, a doença ataca, em média, 5 anos mais tarde do que nos homens. E, ao contrário deles, nelas, a neoplasia manifesta-se, normalmente, no cólon direito. Porém, as mulheres têm mais chances de sobreviver ao câncer de cólon que os homens, e ambos respondem de maneira diferente aos agentes quimioterápicos.

Para mais exemplos e detalhes, você pode ler o artigo original, mas, o Mais Saúde irá mantê-lo informado sobre as diferenças de gênero em saúde e sobre como esse assunto é abordado em diversas pesquisas científicas.

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site principal: www.procuramed.com.

 

 

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