gravida estresse

Estudo aponta relação entre estresse e infertilidade

Você já ouviu dizer que, quando uma mulher deixa de se estressar com a tentativa sem sucesso de gravidez, ela acaba engravidando? O conhecimento popular pode ter um fundamento científico e o estresse pode, sim, ser um fator de peso na infertilidade feminina.

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Pesquisa publicada no último dia 23 de março pela revista Human Reproduction dá detalhes sobre como os níveis de estresse generalizado podem dificultar tentativas de gravidez. Para chegar às conclusões, foram acompanhadas, ao longo de um ano, 401 mulheres saudáveis e sem histórico de infertilidade, com idade entre 18 e 40 anos.

O principal fator analizado foi uma enzima chamada alfa-amalyse, encontrada na saliva e em maiores concentrações em pessoas mais estressadas. Todas as mulheres tiveram os níveis da enzima medidos no início do estudo e no primeiro período menstrual. As que engravidaram durante o estudo tiveram registrado o período de tempo que demoraram para obter sucesso na gravidez.

Das 401 mulheres, 87% conseguiram engravidar. As que integraram o grupo de 33% com níveis mais altos de alfa-amalyse (ou seja, o 1/3 com níveis mais altos de estresse) tiveram duas vezes mais chances de não engravidar em comparação com as mulheres do 1/3 com níveis mais baixos.

Todas as participantes tinham vida sexual ativa e faziam sexo com frequência similar. Entretanto, as que apresentaram níveis mais altos da enzima também levaram significativamente mais tempo para engravidar.

Os pesquisadores não acreditam que o estresse, por si só, tenha impedido a gravidez. Porém, eles ressaltam que é um fator que influencia muitas outras questões que determinam a fertilidade.

Altos níveis de tensão alteram os hormônios no corpo, o que pode ter causado ovulação irregular ou menor possibilidade de implantação do óvulo no útero. Outra teoria é que as mulheres mais estressadas têm fluxo menor de sangue para o útero, o que também diminui as chances de gravidez.

Sabe-se que a infertilidade pode ser causada por vários fatores e o problema nem sempre é exclusivo da mulher. Porém, o alerta do estudo é que mulheres que desejam se tornar mães devem considerar seus níveis de estresse.

Já falamos aqui no Mais Saúde sobre algumas opções para se levar uma vida mais leve. Exercícios aeróbicos diários, meditação, acupuntura e massagens podem ser boas alternativas. E nunca se esqueça: na dúvida, procure orientação médica.

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