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DIU pode ser o melhor método contraceptivo?

O uso do DIU é um tema que sempre levanta dúvidas entre as mulheres. Ele é o mesmo que se usava há décadas e que poderia levar a problemas sérios, como a infertilidade? Ele é seguro e confiável para controle da natalidade?

Primeiro, é preciso ter em mente que nenhum método contraceptivo é 100% confiável e totalmente sem riscos. Também é importante lembrar que os efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa. Mas quando se avaliam esses dois aspectos, o Dispositivo Intra-Uterino (DIU) apresenta bons resultados na prevenção da gravidez, baixo índice de complicações, e pode ser uma opção bastante acessível a longo prazo.

O DIU também se mostra mais prático: depois de inserido, não há necessidade de se preocupar diariamente, mensalmente, ou a cada ato sexual, como acontece com as pílulas, diafragma vaginal ou injeção de hormônios. Depois de colocado, o DIU evita gravidez por períodos de 3 a 10 anos, dependendo do dispositivo. Além disso, o DIU é reversível, ou seja, uma vez removido, a mulher recupera rapidamente a capacidade de engravidar.

O dispositivo é pequeno, com cerca de 3 centímetros. É feito de plástico flexível em formato de T e sua colocação deve ser feita por um profissional de saúde treinado. Ele é inserido na cavidade uterina, onde age causando uma ligeira irritação na parede do útero e nas trompas. Com isso, impede a penetração do espermatozoide no óvulo e, caso isso ocorra, não permite que o óvulo fertilizado se fixe na parede do útero. Esse processo não é abortivo, já que impede qualquer formação embrionária.

DIU moderno

Existem dois tipos de DIU: o modelo mais antigo é formado por um fio de cobre; o mais moderno contém uma pequena quantidade de hormônio progesterona, liberado lentamente na cavidade uterina. Tanto o cobre quanto a progesterona tornam o útero um ambiente inóspito para desenvolvimento do feto.

Os dois possuem vantagens que precisam ser analisadas tanto pela mulher quanto pelo profissional da área médica. O de cobre precisa ser substituído somente a cada 10 anos. Entretanto, muitas mulheres relatam cólicas e aumento do fluxo menstrual enquanto o utilizaram.

Já o que possui progesterona precisa ser substituído a cada 3 ou 5 anos, conforme indicação do fabricante. Em alguns casos, ele diminui e chega até a parar o ciclo menstrual e as cólicas.

Ambos os tipos de dispositivo apresentam chances muito pequenas de falha: menos de 1% das mulheres podem acabar engravidando enquanto fazem uso do DIU. Em comparação com outros métodos contraceptivos, ele ainda se mantém na liderança.

Taxa de falha durante de um ano:

DIU: menos do que 1%

Contraceptivos orais: 9%

Injeções hormonais ou patch: 9%

Diafragma cervical ou cap: 12%

Preservativo masculino: 18%

A principal desvantagem do DIU é a despesa inicial. No Brasil, apenas o DIU de cobre é oferecido na rede pública e coberto, obrigatoriamente, por planos de saúde. O de hormônio, em geral, não é coberto. Mas, a longo prazo, o investimento se torna menos caros que outros métodos.

Se você tem interesse em colocar DIU, mas não sabe se é o método mais indicado ou se possui dúvidas, procure seu ginecologista. E lembre-se: assim como a pílula e a injeção de hormônio, o DIU previne apenas gravidez não planejada. Para proteção contra DSTs e HIV, o único método seguro é o uso da camisinha.

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DIU pode ser o melhor método contraceptivo? was last modified: março 14th, 2016 by

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