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Cuidados com a saúde mental do seu filho

Será que a punição física nas crianças aumenta o risco de doença física ou mental quando adultas? Hoje, analisamos dois estudos sobre o assunto e, em seguida, vamos descrever o que um pesquisador da Google descobriu sobre abuso infantil ao analisar pesquisas feitas no google.com.

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Primeiramente, um estudo publicado na revista Pediatrics, em julho de 2012, concluiu, depois de examinar os registros de mais de 34 mil adultos, que aqueles que receberam castigo físico severo na infância (empurrar, agarrar, apanhar), mesmo sem maus-tratos mais graves (como violência física, sexual, emocional, ou negligência) apresentaram risco significativamente maior de doença mental quando mais velhos.

Já é universalmente reconhecido que as crianças abusadas física ou mentalmente têm mais chances de desenvolver doença mental, mas o estudo mostrou que níveis mais baixos de punição, como agarrar ou golpear a criança, também aumentam o risco de problemas psicológicos futuros, incluindo transtornos de humor e ansiedade, abuso de álcool e drogas e transtornos de personalidade.

O segundo estudo, publicado em 15 de julho de 2013, também na Pediatrics, mostrou uma associação entre castigo físico em crianças e o desenvolvimento de problemas físicos posteriores, como obesidade e doenças cardiovasculares.

Os dados coletados são parte da “Pesquisa Nacional Epidemiológica sobre Álcool e Condições Relacionadas” realizada nos Estados Unidos no início de 2000. Os pesquisadores queriam verificar uma possível associação entre os adultos que disseram receber punição física quando crianças “às vezes ou mais frequentemente” com o número de diferentes problemas físicos na idade adulta.

Depois de ponderarem outros fatores e variáveis, tais como etnia, estado civil, escolaridade, etc., os cientistas concluíram que as crianças castigadas fisicamente eram 24% mais propensas a se tornarem obesas, 35% mais propensas a desenvolver artrite e 38% mais propensas a desenvolver doenças cardiovasculares do que aquelas que não receberam punição física.

Quanto às buscas do google.com, Seth Stephens-Davidowitz, funcionário da Google, produziu um interessante estudo, no qual analisou os diferentes termos que as crianças utilizavam em suas buscas. Exemplos: “por que meu pai me bateu?” ou “meu pai me bateu”.

O resto da história envolve o que alguns chamam de “Grande Recessão” nos Estados Unidos, isto é, a crise econômica mais ou menos de 2006 a 2009. Durante tempos de crise, a maioria das agências de serviços de proteção à criança esperam mais relatos de maus-tratos quanto mais os pais ficam estressados.

No entanto, inicialmente, as autoridades de proteção à criança comemoravam os relatos de que o abuso infantil havia caído ligeiramente durante esses anos. Porém, o estudo da Google revelou que se tratava apenas de uma “vitória” estatística, não representando, portanto, os acontecimentos do mundo real.

O estudo da Google revelou que, de 2006 a 2009, o número de pesquisas sobre abuso cresceu 3% para cada aumento de 1% na taxa de desemprego. No auge da crise americana, o índice de desemprego era de quase 10%. Nos estados onde a falta de emprego foi mais acentuada, a procura pela palavra “abuso” foi maior.

Concluindo, castigar fisicamente as crianças parece ser um mau negócio em todas as formas e ainda predispõe as crianças a desenvolver doenças mentais e físicas ao se tornarem adultas.

Muito melhor é encontrar alternativas, como tirar privilégios da criança. Em caso de dúvidas, você pode conferir os diversos links presentes neste artigo, conversar com o pediatra da criança ou procurar um bom livro sobre o assunto.

Caso você necessite encontrar um médico,  pode fazê-lo em nosso site: www.procuramed.com.

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