jolie cancer mama

Como a atividade física pode diminuir o risco de câncer de mama

Foi noticiado, recentemente, que a atriz Angelina Jolie passou por uma mastectomia unilateral, não porque tinha câncer de mama, mas porque sua família e seu histórico genético eram tais que o risco de desenvolver a doença era superior a 85%. E ela queria eliminar essa possibilidade.

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Angelina fez um novo e caro exame de sangue (mais de US$ 3 mil), cujo resultado apontou uma mutação em um de seus genes (chamado BRCA1), confirmando a grande chance de a atriz adoecer.

Os genes, no entanto, são apenas um dos fatores de risco do câncer de mama e, até que o preço desses testes genéticos baixe significativamente, poucas pessoas poderão fazê-lo.

Felizmente, existe algo que todas as mulheres podem fazer, que não custa nada e reduz o risco de desenvolver câncer de mama, a neoplasia mais comum em mulheres no mundo. Esse algo é o exercício aeróbico, embora isso não signifique que você tenha de ir para a academia. Vejamos, brevemente, dois estudos que mostram quanto exercício você precisa fazer para se prevenir e por que isso funciona.

Publicado no ano passado, na revista Cancer, o estudo feito pelos pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte (EUA) revelou que as mulheres que se exercitavam, mesmo em pequena quantidade, diminuíram o risco de desenvolver câncer de mama em 6%. Contudo, as que se exercitavam regularmente — de 10 horas até 19 horas por semana — baixaram suas chances em 30%.

A atividade aeróbica pode ser realizada durante as tarefas domésticas de bastante movimento, pode ser uma caminhada ou exercícios na academia. A questão é estar se movendo e gastando energia por algumas horas regularmente.

O segundo estudo explica por que o exercício é benéfico. Há muito tempo, sabe-se que alguns tipos de câncer de mama são estimulados a crescer com níveis mais altos de estrogênio. Os resultados de uma pesquisa, publicada na Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention, mostraram que as mulheres que se exercitavam, baixaram os níveis de estrogênio e apresentaram melhora no metabolismo desse hormônio.

Depois que os estrogênios (tal como qualquer hormônio) cumprem a sua função no organismo, são “quebrados” e transformados nos chamados produtos metabólicos. Depois desse processo, são excretados pela urina. À semelhança do colesterol, para o qual existe uma proporção ideal de colesterol bom para o ruim, também alguns dos produtos metabólitos oriundos do estrogênio são classificados em “bons” ou “ruins” para o corpo.

A atividade física melhora essa relação. As mulheres que se exercitaram, apresentaram maior quantidade de metabólitos “bons” de estrogênio do que “maus”. Os bons não parecem causar câncer de mama, mas os metabólitos ruins podem estimular o crescimento de um tumor.

Médicos pesquisadores já sabem que o excesso de gordura corporal provoca alterações hormonais, as quais aumentam o risco de desenvolver outros tipos de neoplasias também.

Portanto, as mulheres que desejam reduzir o risco de câncer de mama devem manter a sua gordura corporal razoavelmente baixa e fazer alguma atividade física moderada de qualquer tipo e, no mínimo, por 10 horas semanais.

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Veja também na ProcuraMed:

*O câncer de mama está “superdiagnosticado”?

*Steve Jobs e o futuro da terapia contra o câncer

 

 

 

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