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Cuidados com o paracetamol durante a gravidez

Para evitar problemas com o crescimento e desenvolvimento do bebê na gestação, mulheres grávidas precisam ter cuidado com quaisquer medicamentos que tomam. Para alívio da dor, aspirina e dipirona não são consideradas seguras. Uma das alternativas defendidas é o paracetamol. Porém, estudos realizados nos últimos anos sugerem que o paracetamol durante a gravidez pode não ser totalmente seguro.

Os estudos apontam que tomar paracetamol durante a gravidez pode aumentar o risco de hiperatividade ou asma na criança. As conclusões ainda não foram provadas, e acredita-se que essas complicações tendem a ser mais frequentes em doses mais elevadas de paracetamol, ou quando o medicamento é tomando por um longo período.

Como este risco potencial foi descoberto

Há 16 anos, cientistas do Kings College London observaram que as taxas de asma na infância haviam dobrado entre 1980 e 2000. Apesar de várias teorias, ninguém havia chegado a uma causa comprovada. Os cientistas também observaram que o uso de paracetamol havia aumentado consideravelmente durante o mesmo período de tempo. Isso aconteceu porque a aspirina tinha caído em desuso por mulheres grávidas e crianças devido ao risco de síndrome de Reye.

A partir das duas constatações, os pesquisadores britânicos sugeriram uma possível ligação entre a asma na infância e o uso de paracetamol. Vários estudos seguiram apoiando a ligação.

Um dos grandes desafios para se chegar a conclusões é que estudos de medicação durante a gravidez são muito difíceis de se realizar. Para um estudo para dar 100% de resultados confiáveis, 2 grupos de mulheres grávidas precisam ser estudados. Um grupo que receberia o fármaco a ser testado (por exemplo, paracetamol), e a outra metade teria que tomar um placebo. Mas esse tipo de estudo não é considerado ético, uma vez que iria colocar uma criança por nascer sob um risco incerto e potencialmente perigoso.

Apesar de os estudos não darem conclusões absolutas, os melhores resultados já conseguidos foram publicados agora, em 2016. Entre eles, um estudo norueguês que concluiu que o uso de paracetamol durante a gravidez aumenta o risco de asma na infância em 13%. Em agosto, outro estudo, publicado no Jornal da Associação Médica de Pediatria, apontou que as mães que usaram paracetamol durante metade do tempo da gravidez têm risco 31% maior de ter crianças hiperativas.

Uma abordagem para as mulheres grávidas e paracetamol

A primeira conclusão é que o uso de aspirina e dipirona não é seguro durante a gravidez. Mas se a mulher grávida precisar de um medicamento para dor e febre, médicos norte-americanos não concordam com a eliminação absoluta do paracetamol. Às vezes, é necessário o uso de medicamentos, em especial quando a grávida está com febre – já que uma febre não tratada durante a gravidez pode ter consequências graves, incluindo o nascimento prematuro do bebê.

Os especialistas ainda pesquisam se paracetamol é a opção mais segura, e indicam a grávidas tomar a menor dose possível. Em especial, evite tomar paracetamol por um período muito prolongado e avalie outras opções disponíveis. Por exemplo, para dores nas costas, tente acupuntura, meditação ou, ainda melhor, massagens do parceiro. São tratamentos alternativos, recomendados e sem efeitos colaterais.

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Cuidados com o paracetamol durante a gravidez was last modified: outubro 6th, 2016 by

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