sex exercise

Sexo e exercício: duas grandes conclusões

Aqui, no Mais Saúde, nós gostamos de falar sobre as pesquisas médicas que trazem dicas fáceis e até divertidas para você se manter saudável. Continuando essa missão, hoje, nós resumiremos dois estudos sobre sexo e exercício físico.

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1. É pouco provável que a atividade sexual cause um ataque cardíaco

A partir dos anos de 1950, quando a saúde sexual começou a ser seriamente estudada, alguns pesquisadores passaram a colocar monitores nas pessoas durante a relação sexual para que pudessem medir a pressão arterial, frequência cardíaca e a produção de energia delas. A pesquisa fazia a seguinte pergunta: existe o risco de sofrer um ataque cardíaco ou de morrer de repente durante um ato sexual?

Felizmente, a conclusão geral, a partir desses estudos, mostra que o risco de morrer durante o sexo é muito remota (embora a chance possa ser maior durante o sexo extraconjugal).

Uma pesquisa de 2008 mostrou que as pessoas de meia idade, durante o sexo, tiveram aumento da frequência cardíaca — uma média de 21 batimentos por minuto em homens e 19 batimentos por minuto em mulheres. O ponto da frequência cardíaca máxima culminou com o orgasmo. No tocante aos batimentos, essa situação é equivalente a de uma pessoa que faz polichinelos.

2. A relação sexual pode contar como uma sessão legítima de exercícios

Nos primórdios da pesquisa sobre o sexo, eram necessários equipamentos volumosos para medir o ritmo cardíaco e outros sinais vitais dos participantes do estudo (às vezes, usavam máscara de plástico para medir o consumo de oxigênio). Você pode imaginar que esses monitores interferiram nas atividades sexuais normais.

Mas, hoje, há sensores menores e alternativas mais discretas para medir esses sinais. Assim, um grupo de pesquisadores da Universidade de Quebec, em Montreal, realizou um estudo simples, usando esses pequenos monitores, para verificar quantas calorias eram gastas durante o ato sexual normal e se o sexo também poderia contar como uma sessão de exercício aeróbico.

Foram estudados 21 casais jovens (idade média de 23 anos), heterossexuais e saudáveis ​​de Montreal, no Canadá. Os voluntários tiveram os sinais vitais avaliados enquanto caminhavam em uma esteira e, por um mês, durante o sexo. Para estes casais canadenses, enquanto faziam sexo a duração média de todo o ato sexual — preliminares, ato sexual e orgasmo em pelo menos um dos dois parceiros — foi de 25 minutos, variando de dez a 57 minutos.

Em média, os homens queimaram cerca de 4 calorias por minuto durante o sexo (embora alguns homens gastem muito mais) e as mulheres, cerca de 3 calorias por minuto. Portanto, se quiser estimar quantas calorias você usa durante o sexo, multiplique os minutos do encontro por 3 (mulheres) ou 4 (homens).

A energia gasta durante o sexo é semelhante à usada por uma pessoa ao caminhar em uma subida, o que é significativo, embora não seja tanto quanto se o indivíduo estivesse correndo (modalidade que usa cerca de 9 calorias por minuto dos homens e 7 calorias em mulheres).

De acordo com esses pesquisadores, o sexo pode ser considerado, “às vezes, um exercício significativo”, o qual iria satisfazer parte de suas necessidades diárias em atividade aeróbica.

Já mostramos como a atividade sexual é saudável e, agora, você tem mais um motivo para “praticá-la”: quanto mais longo for seu encontro, mais calorias irá queimar.

Além disso, é bom saber que a chance de sofrer um ataque cardíaco, durante a relação sexual, é muito pequena. Então, vá se divertir e queimar mais calorias!

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