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Pesquisa mostra ligação entre assistir a muita televisão e riscos de demência

No post de hoje, apresentamos alguns dos destaques da Conferência Anual da Associação de Alzheimer, realizada na semana de 18 de julho em Washington, DC.

O Alzheimer tem se mostrado uma doença muito difícil e com resultados decepcionantes nos tratamentos com uso de drogas. Acredita-se que o dano cerebral causado pelo Alzheimer se dá pela acumulação de duas substâncias: cicatriz ou áreas de placa do tipo de proteína beta-amilóide e emaranhados de uma proteína denominada tau. As estratégias de tratamento acabam focadas na redução dessas proteínas, responsáveis por sufocar as células cerebrais normais.

Diagnóstico precoce

Atualmente, não há nenhum teste para diagnosticar a doença de Alzheimer em seus estágios iniciais. Sabe-se que o dano cerebral pode começar até 20 anos antes de uma pessoa apresentar sintomas, e que o tratamento precoce pode evitar o acúmulo de beta-amilóide e proteína tau. Pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) apresentaram bons resultados de um simples teste de diagnóstico com saliva, mas é mais alguns anos para saber se este método realmente funciona.

Prevenção (e televisão)

Pesquisadores do Instituto da Califórnia do Norte de Pesquisa e Educação apresentaram os resultados de um estudo que apontou uma associação significativa entre assistir TV, o nível de atividade física e o aparecimento posterior de demência. A pesquisa durou 25 anos e envolveu mais de 3 mil adultos que tinham de 18 a 30 anos quando a pesquisa começou.

De acordo com o estudo, adultos que assistiram mais de 4 horas de televisão por dia tiveram um risco 50% maior de um mau desempenho em testes mentais realizados depois de algum tempo. Pessoas que assistiram mais de 4 horas de TV e que não fizeram exercício apresentaram risco duplo de desenvolver função mental enfraquecida mais tarde, na meia-idade.

Nova droga

Embora alguns medicamentos sejam aprovados para o tratamento da doença, eles não se mostram muito eficazes e não levaram à apresentação de avanços durante a conferência. Uma droga, porém, tem se destacado no ambiente científico: a aducanumab. Desde o início do ano, estudos com essa nova droga mostram melhora significativa no declínio da função cerebral. Por outro lado, os efeitos colaterais, incluindo o inchaço do cérebro, se mostraram muito fortes. Assim, os estudos atuais incluem o uso da aducanumab em doses reduzidas.

Melhor que medicamentos

Três estudos apresentados durante a conferência mostraram que a prática regular de exercícios aeróbicos ajuda a retardar o aparecimento da demência. E mais: os exercícios também melhoram a velocidade mental e a atenção em pacientes que já apresentam Alzheimer branda ou moderada.

Nestes estudos, os pacientes participaram de um programa de exercícios aeróbicos bastante vigoroso: 3 a 4 vezes por semana, com duração de 45 a 60 minutos. Os voluntários que treinaram com mais intensidade (70 a 80% da sua capacidade) mostraram os resultados mais positivos, provando, mais uma vez, que, que os exercícios são melhores que qualquer medicamente testado atualmente.

Diferenças de gênero

Sabe-se, há um bom tempo, que as mulheres são mais suscetíveis à demência. Durante a conferência, foram apresentados resultados de um estudo que mediu a taxa de declínio mental em homens e em mulheres. Segundo a pesquisa, as mulheres, quando acometidas pelo Alzheimer, sofrem queda mais rápida no funcionamento mental que os homens. Os motivos ainda são desconhecidos. A prevenção mais eficaz, porém, continua sendo bem conhecida: a prática de exercícios várias vezes por semana.

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Pesquisa mostra ligação entre assistir a muita televisão e riscos de demência was last modified: março 14th, 2016 by

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