Olympics drugs

O “doping” nas Olimpíadas

“Doping” – ou dopagem, em português – é o consumo de substâncias químicas ilícitas por atletas pois favorecem o desempenho físico daqueles que as utilizam. O uso do doping sempre fez parte dos Jogos Olímpicos, mas em 1967 o COI (Comitê Olímpico Internacional) proibiu medicamentos, alimentos e outros agentes biológicos utilizados para atribuir vantagem competitiva a um atleta.

Olympics drugs

A lista oficial de substâncias vetadas cresce a cada ano e hoje está em um total de 240. Como um sinal dos novos tempos, a Agência Mundial AntiDoping (WADA) tornou a listagem disponível em um aplicativo para o iPhone.

O catálogo inclui categorias como os esteróides anabólicos (como variações da testosterona), estimulantes, diuréticos (para perder peso e eliminar as drogas pela urina), hormônios (incluindo os de crescimento), álcool (em certos eventos), esteróides, beta-bloqueadores (diminuem os tremores em eventos como tiro com arco) e outros, tais como transfusões de sangue e suplementação de oxigênio. Também  este ano foi incluído o “doping genético”, isto é, o incremento de células normais ou geneticamente modificadas no atleta. Mas ainda se trata de uma hipótese e não há casos confirmados por enquanto.

Um moderno laboratório de testes antidoping foi construído nos arredores de Londres. São 150 cientistas trabalhando contra o relógio para averiguar e emitir laudos diariamente. Cerca da metade dos 10 mil atletas (e cavalos) inscritos é submetida aos testes, que elegem esportistas aleatoriamente, a qualquer momento, desde a cerimônia de abertura até o encerramento. Além disso, os cinco melhores colocados em cada prova deverão fazer, obrigatoriamente, exames de sangue, bafômetro e/ou teste de urina.

Na tentativa de evitar escândalos durante as Olimpíadas, a WADA começou a avaliar a presença ou não de substâncias ilícitas antes mesmo da abertura oficial do evento. Com isso, mais de 107 atletas foram banidos das competições nos últimos seis meses.

Mas todos esses esforços são suficientes para coibir o uso de substâncias ilícitas? Muitos especialistas dizem que não e que a fraude ainda pode ocorrer. Por exemplo, os atletas podem fazer o uso das substâncias ilegais muitos meses antes das provas oficiais, durante apenas uma etapa do seu treinamento. Ou também podem tentar usar composições químicas de ação ultra-curta e que não podem ser detectadas.

Os oficiais do antidoping dizem ser imenso um desafio descobrir certos casos de doping.  Há químicos constantemente aprimorando fórmulas e métodos para melhorar a performance dos competidores e evitar que a alteração seja detectada pelos agentes. Dessa forma, a WADA investe cada vez mais em tecnologia para acompanhar – e frear – a evolução das formas de dopagem.

Graças a essas melhorias, as Olimpíadas 2012 podem ser a mais “limpa” entre as já realizadas. A WADA tem feito um bom trabalho para educar os atletas e treinadores, alertando-os de que fraudar as competições é muito arriscado.

Até agora, apenas um exame de sangue em mais de 3.000 amostras coletadas, apresentou resultado positivo para a presença de substâncias proibidas. O judoca americano, Nicholas Delpopolo, foi desclassificado depois de serem detectados vestígios de maconha em sua amostra. Ele alegou que comeu despercebidamente algo cozido com cannabis.

Mesmo após a Cerimônia de Encerramento, a WADA irá manter as amostras congeladas que poderá passar por novas averiguações, com exames mais avançados, a qualquer momento, por um prazo de até oito anos. E quem sabe até os jogos do Rio os testes genéticos também poderão se tornar parte da rotina? É esperar para ver aonde a ciência estará no levando.

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