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É possível driblar o “efeito sanfona”?

Você já viveu a experiência do “efeito sanfona” com as oscilações de peso? Ao fazer uma dieta e perder peso em um tempo relativamente curto, você recupera tudo de volta, talvez até mais, logo depois de terminar o regime?

Jennifer Hudson já sofreu com o efeito sanfona.

Você pode acreditar que não há esperança a longo prazo e que continuará uma “sanfona” para sempre. Mas há uma boa notícia vinda de um estudo recente feito em Seattle, Washington (EUA).

A Dra. Anne McTiernan, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Washington e do Instituto de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, desenvolveu uma pesquisa específica para verificar se as pessoas que fazem dieta e sofrem com o efeito sanfona seriam capazes de manter o peso baixo a longo prazo. Foram feitos testes metabólicos para conferir se os participantes do estudo não tinham nenhum dano permanente em relação aos seus níveis de insulina (que controla a taxa de açúcar no sangue) ou nos hormônios que controlam o apetite e a sensação de saciedade.

A médica e seus colegas de equipe levaram 439 mulheres, distribuídas aleatoriamente em quatro grupos, a realizar um desses programas durante um ano:

1) dieta com redução de calorias;

2) aumento de exercícios (caminhada rápida por pelo menos 30 min/dia);

3) dieta e mais exercícios;

4) nenhuma mudança na dieta ou nos exercícios físicos (grupo de controle).

O objetivo era o de perder 10% do peso inicial, sendo que os grupos 1 e 3 foram bem-sucedidos. As mulheres que fizeram apenas dieta perderam uma média de 9% do seu peso corporal inicial e as que fizeram dieta e exercícios perderam 11%. O exercício por si só não foi suficiente.

Os pesquisadores descobriram também que o histórico de cada mulher que sofreu ou não com o efeito sanfona em regimes anteriores não interferiu no resultado final do estudo. Cerca de 42% das mulheres relataram uma experiência do efeito “sanfona” (o que significa uma história de três ou mais episódios de perda e ganho de volta de no mínimo 4,5 quilos). O histórico de efeito sanfona não importava pois todas tinham as mesmas chances de ser bem-sucedidas.

Além disso, os pesquisadores não encontraram diferenças de metabolismo nas mulheres que tiveram ou não histórico de oscilação de peso: pressão arterial, níveis do hormônio da fome/saciedade e de insulina eram os mesmos nos dois casos.

Então, a lição é: não tenha vergonha (fator que atinge 40% das pessoas) se durante toda a sua vida experimentou o efeito sanfona. E não desanime. Você ainda pode fazer uma dieta com restrição calórica, de preferência com exercício físico adicional. Uma vez que uma dieta trabalha a seu favor, você conseguirá manter o peso a longo prazo. Continue tentando e continue se exercitando!

Se você precisa encontrar um médico, você pode fazê-lo pelo nosso site principal: www.procuramed.com.

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É possível driblar o “efeito sanfona”? was last modified: junho 17th, 2016 by

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