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Como fica seu cérebro após a prática de exercícios

Alguma vez, depois de ter feito exercícios pela manhã, você percebeu que seu cérebro estava funcionando melhor? O psiquiatra clínico de Harvard John Ratey explica como a prática de exercícios aeróbicos pode alterar a química dos neurotransmissores e levá-los a um melhor equilíbrio.

A explicação está publicada no livro Corpo Ativo, Mente Desperta (tradução vendida no Brasil do título original Spark: The Revolutionary New Science of Exercise and the Brain). Segundo o autor, a mudança química nos neurotransmissores, gerada por exercícios aeróbicos, torna mais fácil a conexão entre as células cerebrais.

Essas conexões são fundamentais quando construímos memórias em nosso cérebro e aprendemos algo novo, por exemplo. Isso porque nosso cérebro é um conjunto de células submersas em uma “sopa” de substâncias químicas chamadas de neurotransmissores: dopamina, serotonina e noradrenalina, entre outros. Assim, quando os neurotransmissores estão em bom equilíbrio, nosso humor fica melhor, a capacidade das células para fazer conexões é facilitada, assim como nossa capacidade de aprender novos fatos.

Ratey aponta para estudos que mostram como a prática de exercícios aumenta a produção do “Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro” (BDNF, do inglês “Brain Derived Neurotropic Factor). O autor compara nossos cérebros com um jardim onde o BDNF seria um adubo que o ajuda a formar novas células e fazer conexões entre as células cerebrais existentes. Em outras palavras, os exercícios aumentam os níveis de BDNF, que, por sua vez, ajuda a regular os níveis de neurotransmissores.

Os exercícios também funcionam como um antidepressivo. A publicação do centro de saúde de Harvard Exercise and Depression mostra bons indícios de que a prática de exercícios ajuda, em longo prazo, a reduzir a depressão. Embora não se saiba ao certo o motivo, a teoria está relacionada à melhora na química dos neurotransmissores e à produção de endorfinas.

Dr. Ratney chama os exercícios aeróbicos de uma “ferramenta indispensável para quem quer atingir seu pleno potencial”. Mas ele também adverte que “experimentos com ratos de laboratório sugerem que o exercício forçado não tem o mesmo efeito que o exercício feito voluntariamente”.

Por isso, o ideal é que você encontre um tipo de exercício aeróbico que você goste de fazer. Pode ser remo, bicicleta, futebol, dança, caminhada ou corrida. O importante é praticar com prazer. Assim, você fará bem ao seu corpo, à sua mente, à sua memória e ao seu cérebro.

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