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Atividade física diminui depressão na velhice

A prática regular de atividade física está associada à um menor risco de sofrer de depressão na velhice, é o que mostra um dos maiores estudos já realizado sobre idosos europeus. Este estudo é um dos primeiros a olhar como a atividade física afeta a depressão no futuro e vice-versa, e também como a mudança na atividade física está associada com a mudança na depressão ao longo do tempo.

Atividade física diminui risco de depressão na velhice

A pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e publicada no Journal of Health Psychology, ainda encontrou que a motivação auto-determinada, e a percepção de competência são fatores importantes para convencer os idosos a se exercitarem mais.

O estudo foi realizado com 17.500 pessoas idosas com idade média de 64 anos, em 11 países europeus, estes sendo participantes do grande levantamento sobre Envelhecimento, Saúde e Aposentadoria (SHARE), financiado pela União Européia. Nele, os sujeitos foram acompanhados durante um período de dois anos e meio, sendo avaliado, entre outros parâmetros, a relação entre atividade física e a depressão.

“Nós ainda não sabemos precisamente qual é a relação causal entre a atividade física e depressão. O que está claro é que as pessoas idosas que são fisicamente ativas são menos deprimidas, sendo que níveis mais elevados de depressão também podem levar a menos exercícios, e isso sugere há uma influência mútua,” diz Magnus Lindwall, professor de psicologia da saúde da Universidade de Gotemburgo.

Uma questão importante para os pesquisadores era responder o que motiva os idosos a serem fisicamente ativos. Teorias motivacionais modernas propõe, por exemplo, que os indivíduos que se sentem competentes, que podem tomar decisões por si próprios, que têm liberdade de escolha e que sentem a experiência da atividade física ligada à um relacionamento social, apresentam uma forma mais interna de motivação e um menos controlada para o exercício. Esta forma de motivação, ao contrário de uma forma de motivação externa e não auto-determinada, também está associada com a manutenção regular de atividade de natureza física ao longo do tempo, que também melhora as perspectivas para os efeitos positivos que a atividade física pode ter sobre a saúde física e mental. Os resultados reforçam as recomendações de usar a atividade física como uma medida preventiva contra a má saúde mental em idosos.

Atividade física regular é necessária, caso contrário, há um grande risco de que os efeitos favoráveis para a saúde sejam perdidos a longo prazo. Por isto é muito importante  identificar as barreiras, por exemplo a depressão, que impedem que os idosos de serem fisicamente ativos e focar em como aumentar a motivação dos idosos para a atividade física. Neste momento os pesquisadores já estão desenvolvendo e testando um programa estruturado para aumentar a motivação para com a atividade física entre os idosos com base nas teorias apoiadas na pesquisa.

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