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Atividade física vigorosa diminui risco de psoríase em mulheres

Um novo estudo, coordenado pelo Hospital Brigham and Women’s, nos EUA, e publicado na revista Archives of Dermatology, mostrou que a prática vigorosa de atividade física reduziu o risco de psoríase em mulheres. Para chegar a tais conclusões, os pesquisadores avaliaram dados de 86,665 mulheres, durante um período de 14 anos (1991-2005).

Atividade física vigorosa diminui risco de psoríase em mulheres

O estudo também ressalta que a prática de atividade física tem sido associada com um risco reduzido de doenças caracterizadas por inflamação sistêmica, incluindo diabetes tipo 2, câncer de cólon, doença coronariana e câncer de mama.Para avaliar o efeito da atividade física no risco de psoríase, os participantes responderam a questionários sobre seus hábitos de atividade física em três momentos 1991, 1997, 2001.  Para cada atividade foi atribuído um valor de Equivalente Metabólico (MET) de acordo com critérios estabelecidos. O MET é a medida da energia utilizada pelo corpo. Ele é baseado na mensuração do consumo de oxigênio por peso corporal do indivíduo em repouso.

Os resultados mostraram que a prática vigorosa de atividade física (≥6 MET), esteve associada a uma redução de 25 a 30% no aparecimento da doença. Esse valor foi equivalente a 105 minutos de corrida ou 180 minutos de natação ou tênis por semana. Já a caminhada não promoveu uma redução do risco da doença. No início do estudo nenhuma mulher apresentava a doença, sendo que no final foram documentados 1.026 casos.

Os pesquisadores concluíram que são necessários estudos complementares sobre os mecanismos pelos quais a atividade física protege contra o surgimento de psoríase, e sobre o seu efeito na população do sexo masculino.

Saiba mais sobre a Psoríase*

O que é?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões eritematosas (róseas ou avermelhadas) recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar localizadas apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele. Frequentemente há acometimento das unhas, sendo que as articulações também podem ser afetadas.

O que causa?

A psoríase não escolhe sexo ou idade, sendo causada por vários fatores, entre eles um componente genético (estima-se que 30% dos casos sejam hereditários). Seu aparecimento e piora podem estar associados a medicamentos, infecções, uso de álcool, tabagismo, obesidade e estresse emocional. A psoríase NUNCA é adquirida pelo contato, mesmo íntimo, com um indivíduo portador da doença.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado pelo médico dermatologista, através do exame clínico e algumas vezes complementada pela realização de biópsia, quando um pequeno fragmento de pele é analisado em um microscópio. Muitas doenças de pele se assemelham à psoríase, sendo necessária a avalição de um médico especialista. Um diagnóstico incorreto pode gerar confusão com outras doenças de pele, e tratamentos inadequados podem piorar as lesões de psoríase.

A psoríase não tem cura, mas tem controle. São várias as formas e opções de tratamento, e a melhor escolha depende da avaliação do dermatologista e do diálogo com o paciente. Muitos pacientes mantém a psoríase sobre controle, levando uma vida normal, enquanto outros apresentam lesões de difícil tratamento, variando de caso a caso. Assim, quem tem psoríase tem que se cuidar.

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* Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Foto: Nike