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Se você se preocupa com perda de memória ao envelhecer, leia isso

Até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que, depois de atingir a idade adulta, uma pessoa não poderia formar novas células cerebrais – teoria desmentida recentemente. Novos estudos colocam agora outra doutrina em xeque: a de que, à medida que envelhecemos, nossa função de memória declina inevitavelmente.

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Uma equipe de pesquisadores alemães da Universidade de Tübingen acaba de divulgar, na publicação Tópicos em Ciência Cognitiva, um estudo que pode explicar o motivo de muitos idosos manterem a mente afiada mesmo com 80 anos ou mais. O estudo concluiu que cérebros de pessoas mais idosas podem não funcionar tão bem quanto de jovens não porque estão falhando, mas porque precisam de mais tempo para filtrar as informações acumuladas ao longo dos anos.

O pesquisador responsável pelo estudo, Dr. Michael Ramscar, admitiu ter se surpreendido com os resultados. “O que me chocou, para ser honesto, é que, até a metade do tempo do projeto, eu aceitava totalmente a ideia do declínio coletivo relacionado à idade em adultos saudáveis. Mas a pesquisa lentamente me obrigou a entender a ideia de que eu não precisava aplicar a doutrina aceita do declínio a tudo”, declarou.

A constatação partiu de uma ideia simples, mas que até então não era considerada nos estudos: a de que pessoas mais velhas, com mais anos de educação, sabem muito mais palavras que uma pessoa mais jovem. A psicóloga Laura Carstensen, da Universidade de Stanford, reforça a teoria. Para ela, muitas pessoas mais velhas tendem a usar o cérebro melhor quando fazem uma associação positiva entre as palavras. E isso as deixaria em desvantagem em relação aos mais jovens, com menos vocabulário.

Pesquisadores costumam dividir a memória e a inteligência em duas grandes categorias: a inteligência “fluida” e a “cristalizada”. A fluida é a utilizada para armazenar um número de telefone, por exemplo, ou para excluir distrações enquanto você aprende alguma coisa. Já a cristalizada é a memória, é o acúmulo de palavras, experiências e conhecimento construídos ao longo da vida. O que os pesquisadores alemães mostraram é que, à medida que envelhecemos, nossa inteligência cristalizada se torna maior, e isso parece diminuir as habilidades de nossa inteligência fluida.

De forma ilustrativa, o cérebro de um adulto normal funcionaria como um computador com disco rígido mais ocupado por informações. Assim, ele leva mais tempo para localizar o arquivo que procura entre tantos outros armazenados.

O estudo não descarta a possibilidade de pessoas mais velhas desenvolverem várias formas de demência. Suas conclusões certamente serão testadas até que a teoria seja validada. De qualquer modo, é uma boa notícia. Afinal, é possível chegar aos 90 anos com uma memória incrível.

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