o pancreas

Uma maneira simples de diminuir o risco de câncer

O câncer de pâncreas é hoje uma das doenças de mais difícil tratamento. Entre as vítimas, as chances de sobrevida em cinco anos são inferiores a 5%. Mas estudos experimentais têm apontado que uma medida simples pode ajudar a diminuir significativamente os riscos de desenvolvê-lo ao longo da vida. A solução estaria na aspirina.

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O pâncreas.

A edição de 26 de junho de Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention traz uma pesquisa desnevolvida pelo Dr. Harvey A. Risch e sua equipe na Escola Yale de Saúde Pública. Eles concluíram que pessoas que tomam uma dose entre 75 e 325 mg de aspirina diariamente, depois de três anos diminuem em 48% os riscos de desenvolver câncer de pâncreas. Ao longo de 20 anos, a probabilidade seria de 60% menor.

O câncer de pâncreas tem intrigado a sociedade médica. É um dos poucos casos de câncer que têm aumentado em frequência entre a população, e não se sabe ao certo o porquê. O pâncreas é uma glândula que fica na parte superior do abdomen e é responsável por liberar insulina e enzimas digestivas. Nas fases iniciais, o câncer nessa glândula não apresenta sintomas. Por isso, quando é diagnosticado, frequentemente já se espalhou e se tornou de difícil tratamento e cura.

A pesquisa com aspirina já é desenvolvida em outras áreas. Muitas pessoas tomam doses baixas diárias para ajudar a previnir doenças cardiovasculares. Além disso, há estudos que apontam que o uso diário também ajuda a reduzir os riscos de câncer de próstata e de cólon.

Os resultados podem ser explicados por uma reação simples à aspirina no organismo. A inflamação crônica do corpo é indicada como uma das possíveis causas do surgimento do câncer de pâncreas. Essa inflamação pode ser causada pela ingestão excessiva de gordura saturada ou qualquer teor de gordura trans, assim como o sedentarismo, o excesso de peso na região abdominal, gengivas inflamadas cronicamente e tabagismo. Logo, os efeitos anti-inflamatórios da aspirina levam a este resultado positivo.

Embora já tenham sido registradas evidências, a vantagem potencial da aspirina na prevenção de doenças ainda é um tema controverso na comunidade médica. Doses diárias de aspirina também oferecem riscos, como qualquer tratamento alternativo. Elas podem aumentar hemorragias no estômago e no sistema gastro-intestinal, assim como diminuir a capacidade de coagulação no sangue. Ao mesmo tempo em que reduz as chances de AVC causado por coágulos sanguíneos, por exemplo, a aspirina aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais causados por hemorragias.

O estudo da Yale não possui provas científicas de sua eficiência. Portanto, antes de começar a ingerir doses diárias de aspirina, tanto pra previnir doenças cardiovasculares quanto câncer, consulte seu médico.

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