Zika virus

Sete fatos importantes sobre o Zika vírus

Depois do surto de Zika vírus e do aumento preocupante de casos de microcefalia no Brasil, muitas informações equivocadas acabam espalhadas na internet. Escolhemos sete perguntas importantes para você estar bem informado.

  1. O que é o Zika vírus?

Zika é um vírus da mesma família dos vírus que causam a dengue e a febre amarela e também é transmitido por picada do mosquito Aedes. O vírus foi descoberto em 1947 na floresta Zita, em Uganda. O primeiro surto fora da África ocorreu em 2007. No Brasil, ele foi identificado apenas em 2014.

  1. Qual o risco do Zica vírus em bebês?

O Zica vírus parece ser a causa de uma epidemia de microcefalia, em especial no Nordeste do Brasil nos últimos meses. Até agora, mais de 1.700 casos foram registrados, o que corresponde a mais de 10 vezes a taxa normal.

A microcefalia é uma condição em que o bebê nasce com a cabeça e o cérebro menores que o tamanho normal. Também nasce com um processo inflamatório no sistema nervoso, que causa vários graus de retardo mental. É uma condição que não tem cura e que exige uma vida inteira de cuidados e atenção. Se uma mulher grávida for picada por um mosquito infectado, em particular entre o primeiro e o segundo trimestres da gestação, o vírus pode atacar o sistema nervoso do feto.

Além da microcefalia, há o aumento significativo de casos de doença Guillan-Bare, também associado ao Zika vírus. Essa doença é uma desordem neurológica que pode acontecer tanto em crianças quanto em adultos. Ela é auto-imune e faz com que organismo produza anticorpos contra o sistema nervoso. Os sintomas são fraqueza ou paralisia que começa nas pernas e move-se para cima. Se afeta os músculos respiratórios, é necessário ventilação artificial, mas, felizmente, a maioria dos casos se resolve com o tempo. Não é certo, mas é provável, que o vírus Zika possa ter desencadeado alguns casos da doença.

  1. Quais são os sintomas?

Estima-se que 80% das pessoas infectadas pelo Zika não apresentam sintomas. Os outros 20% sofrem com dor de cabeça, erupção cutânea, febre, conjuntivite, fraqueza e dores nas articulações. Os sintomas aparecem de 3 a 12 dias após a picada do mosquito infectado, e os sintomas duram até uma semana. Ao contrário do que acontece com a dengue, o sangramento não é parte da doença, e a maioria das pessoas se recupera sem problema. Raramente é necessária hospitalização para tratamento do Zica e não há casos de mortes relacionadas à doença. O vírus só age cruelmente se infecta mulheres grávidas, e não em todos os casos.

  1. Qual o tratamento?

Semelhante a dengue e chikugunya, não há tratamento específico para Zica além de cuidados de suporte. Analgésicos que não contenham aspirina, como paracetamol, são recomendados, pois os sintomas podem ser confundidos com dengue, onde o sangramento é possível e quaisquer produtos com aspirina deve ser evitado.

  1. O que as mulheres em idade fértil devem fazer?

O Ministério da Saúde ainda não remendou que as mulheres evitem engravidar. Porém, muitos especialistas em doenças infecciosas recomendam que mulheres em todo o Brasil, e não apenas na região Nordeste, evitem absolutamente engravidar até que a situação seja esclarecida. Segundo os especialistas, os riscos são muito grandes para consequências tão graves.

  1. E quanto às mulheres que já estão grávidas?

Consulte seu obstetra. Ele dará informações sobre como maximizar as medidas de proteção contra o mosquito.

  1. Não estou grávida. Como posso me prevenir?

Use repelente ao menos três vezes ao dia. Se você transpira muito o se molha durante o dia, diminua os intervalos entre uma aplicação e outra. É importante ressaltar que repelentes caseiros, como as soluções de água e citronela, não se mostram eficazes. O mosquito Aedes pica durante o dia e à noite, e, se for possível, use camisetas de mangas compridas e calças.

Lembre-se de eliminar toda água parada, tanto em sua casa quanto no ambiente de trabalho. Isso evita que os mosquitos se reproduzam. Tente usar telas nas portas e janelas e, se possível, aumente seu tempo em ambientes climatizados. E, se você puder, evite viajar para áreas onde o risco de contaminação é mais elevado.

Ministério da Saúde (Zika virus)

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