fria saudavel

Saiba mais sobre o Câncer de Laringe

Nesta semana estamos acompanhando várias notícias a respeito do diagnótico de câncer de laringe em nosso ex-presidente Lula. Sendo um dos tipos de câncer mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, o câncer de laringe, representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças malignas. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima das cordas vocais).

Saiba mais sobre o Câncer de Laringe

Diferentemente do caso de Steve Jobs, que foi acometido por um câncer no pâncreas, este tipicamente silencioso (sintomas apenas se manifestam depois que ele já se espalhou), o câncer de laringe têm sintomas perceptíveis tais como dor de garganta e rouquidão.

Veja abaixo quais são os sintomas, fatores de risco e o tratamento do câncer de laringe:

Sintomas

Na história do paciente, o primeiro sintoma é o indicativo da localização da lesão. Assim, odinofagia (dor de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica tumor glótico e subglótico. O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais e sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de um “caroço” na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispnéia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Fatores de Risco

Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool e o vício de fumar, com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe. Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça e pescoço.

Tratamento

O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais. Além dos resultados de sobrevida, considerações sobre a qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas empregadas são muito importantes para determinar o melhor tratamento. O impacto da preservação da voz na qualidade de vida do paciente é importante, já que a laringectomia total (retirada total da laringe) implica na perda da voz fisiológica e em traqueostomia definitiva.

Entretanto, mesmo em pacientes submetidos à laringectomia total, é possível a reabilitação da voz através da utilização de próteses fonatórias tráqueo-esofageanas. De acordo com a localização e estágio do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com as características do caso e do paciente.

Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a radioterapia pode ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia para o resgate quando a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor. A associação da quimio e radioterapia é utilizada em protocolos de preservação de órgãos, desenvolvidos para tumores mais avançados. Os resultados na preservação da laringe têm sido positivos. Da mesma forma, novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas permitindo a preservação da função da laringe, mesmo em tumores moderadamente avançados.

No caso de Lula os médicos oncologistas são extremamente otimistas em relação ao tratamento proposto, a quimioterapia seguida de radioterapia. “Há uma grande chance de cura total, em torno de 80%, o que é bastante bom”, afirma Roberto Kalil Filho, médico cardiologista do Hospital Sírio-Libanês e professor titular da Faculdade de Medicina da USP.

Desejamos uma boa recuperação ao ex-presidente Lula e a todos que estão realizando tratamento contra o câncer de laringe.

*Fonte: INCA, com modificações feitas pelo editorial Procuramed.