chronic fatigue syndrome

Saiba como identificar a Síndrome de Fadiga Crônica

fadiga cronica

Você já ouviu falar da Síndrome da Fadiga Crônica (SFC) Identificada por um período longo e contínuo de cansaço, ela deixou de ser considerada um problema psicológico e começou a ser diagnosticada como uma doença física.

A síndrome é mais comum em mulheres com idade entre 40 e 50 anos. O principal sintoma é a fadiga extrema, sem motivo aparente e que não diminui mesmo depois de uma boa noite de sono – parecido com o cansaço causado por baixa função da tireóide, por exemplo, mas, no caso da SFC, os níveis hormonais costumam ser normais.

Sintomas

Para o diagnóstico da síndrome, os médicos consideram SFC períodos de fadiga constante superiores a seis meses, tanto física quanto mental. Pessoas com SFC também costumam apresentar “nebulosidade” mental crônica e algumas pacientes afirmam que não conseguem se manter em pé por muito tempo. Alguns sintomas adicionais possíveis são: dor de garganta, inchaço dos gânglios linfáticos, dores de cabeça crônicas, dores musculares inexplicáveis ou dores que podem passar de uma articulação a outra.

A paciente americana Donna Flowers descreveu ao New York Times seus sintomas de SFC, diagnosticada após um episódio de mononucleose. “Eu dormia de 12 a 14 horas por dia, mas ainda sentia falta de sono. Tinha o que chamamos de ‘névoa do cérebro’. Não conseguia pensar direito e mal conseguia ler. Eu não tinha energia para ir para fora da porta. Pensei que eu estava condenada. Eu queria morrer.”

Os sintomas da SFC são variáveis e podem ser confundidos com depressão crônica. Também não existe um exame de sangue que possa identificá-la com precisão. Por isso, para o diagnóstico correto, é preciso passar por exame físico e uma bateria de exames de sangue, incluindo a conferência dos níveis hormonais.

Causas

A causa da SFC é desconhecida, mas muitos pacientes relatam alguma infecção viral logo antes dos primeiros sintomas. Outras teorias incluem exposição ambiental ou tóxica. Muitos especialistas acreditam que a síndrome seja causada por um conjunto de fatores, incluindo o estresse.

Estudos realizados em 2013 nos EUA e no Japão analisaram o resultado de exames de ressonância magnética especial em pacientes com SFC. Eles apontaram mudanças nos cérebros dos pacientes, com inflamação no cérebro e na medula espinhal. Por isso, alguns especialistas acreditam que a síndrome é uma forma de encefalomielite.

Tratamento

Não há um tratamento específico para a SFC, mas é possível amenizar seus sintomas. São receitados aos pacientes anti-inflamatórios que podem ser combinados com anti-depressivos e pílulas para dormir. A prática de exercícios também é recomendada, assim como fisioterapia e acompanhamento psicológico.

Embora ainda não tenha cura, a SFC vem sendo estudada por pesquisadores em todo o mundo – tanto sobre as causas quanto sobre tratamentos para o problema. Manteremos você informado sobre o assunto.

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