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Por que o cérebro de alguns idosos melhoram

Muitos estudos sobre demência e Doença de Alzheimer analisam o cérebro de pessoas com sinais de declínio mental. Hoje, porém, vamos tratar de uma pesquisa em andamento que envolve o funcionamento de cérebros que permaneceram extremamente jovens, os chamados “Super Jovens”.

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Os pesquisadores queriam saber por que essas pessoas, entre seus 80 e 90 anos, tinham memória melhor do que muitas outras na faixa dos 50 anos.Os neurocientistas, da Neurologia Cognitiva e do Centro de Doença de Alzheimer, da Northwestern University Medical School, selecionaram voluntários com, pelo menos, 80 anos de idade e que sentiam que seus cérebros estavam excelentes, para passarem por uma bateria de testes mentais. Entre os 400 candidatos, os pesquisadores aceitaram apenas 35, os quais apresentaram o melhor desempenho para esse estudo.

Os voluntários passaram por testes de memória frequentes e raios-x especiais do cérebro. Os candidatos doarão seus cérebros para estudos microscópios após suas mortes.

Embora a pesquisa ainda esteja em andamento, aqui estão algumas de suas conclusões:

1 . O “Super Jovem” tem muito menos tecido fibroso, chamado de “proteína tau”. São filamentos de proteína, emaranhados no cérebro, que, basicamente, sufocam e até matam as células cerebrais.

2 . Os “Super Jovens” possuem um córtex mais espesso, que é a camada da superfície externa do cérebro.

Quanto ao comportamento dos Super Jovens :

3. Eles normalmente têm muito mais energia do que os outros da sua idade.

4 . São  mais curiosos, e têm uma visão mais positiva da vida. No entanto, os pesquisadores não têm certeza sobre o que veio primeiro: será que essa energia e perspectiva positiva contribuem para termos bons cérebros ou são (os Super Jovens) mais enérgicos e positivos por que seus cérebros já eram melhores?

Com 92 anos, Edith Stern, uma sobrevivente do Holocausto, que perdeu a maior parte de sua família durante esses anos de guerra, é um exemplo de Super Jovem. Ela ajuda, voluntariamente, outros residentes de sua casa de repouso, trabalhando em uma loja de presentes e auxiliando no cuidado de outros moradores mais jovens. Ela diz:

“O que eu não pude fazer para os meus pais, eu tento fazer para os moradores da casa. Você não é tão importante para se concentrar apenas em si mesmo. Você tem de pensar nas outras pessoas”, afirmou Edith.

“Eu sou jovem internamente. E acho que essa é a diferença”.

Os pesquisadores da Northwestern tentam, agora, descobrir como podemos minimizar a quantidade de emaranhados da proteína tau em nossos cérebros.Então a lição dessa pesquisa seria que podemos – se possível – ajudar outras pessoas ou, ao menos, manter uma atitude positiva diante da vida e pensarmos de “maneira jovem”. Assim, provavelmente, ajudaremos nossos cérebros permanecerem jovens também.

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