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Placebos e seus efeitos sobre o organismo

Placebo é uma palavra comum aqui em nosso blog. Eles são fundamentais para os melhores estudos e pesquisas. Mas o que são e como funcionam?

Os principais estudos são os chamados controlados duplo-cego. Um exemplo é quando os pesquisadores dividem os voluntários em dois grupos e, se a pesquisa for para testar a eficiência de um medicamento, um dos grupos recebe a medicação e o outro, um placebo – um composto com o mesmo gosto do medicamento real, mas sem qualquer atividade biológica.

Nestes estudos, os voluntários não sabem se estão recebendo o medicamento de verdade ou o placebo. Em testes duplo-cego, nem os voluntários nem os pesquisadores sabem quem recebe o medicamento e quem recebe o placebo. Apenas no final do estudo, quando o código é quebrado, todos sabem quem tomou o quê.

Projetos de pesquisa como estes minimizam as distorções e fornecem resultados mais precisos. Quando um novo medicamento é testado, para sua venda ser aprovada ou não, a pesquisa deve mostrar que mais voluntários obtiveram um resultado positivo da droga real do que do placebo.

Existe também o chamado “efeito placebo”, quando voluntários que tomam o placebo afirmam que se sentem melhor, mesmo ingerindo o composto inativo. Isso acontece normalmente com cerca de 30% das pessoas. E também pode acontecer de uma pesquisa apontar que as pessoas que ingeriram o placebo relatam melhores resultados que as que consumiram o medicamento real.

Efeito Placebo fica mais forte

Nos últimos 20 anos, percebeu-se que mais pessoas estão respondendo positivamente aos placebos e, em alguns casos, até mais que em comparação aos medicamentos reais. O efeito placebo tem se tornado mais forte ao longo do tempo e ninguém sabe exatamente o porquê.

Um dos principais pesquisadores no estudo de placebos é um acupunturista chamado Ted Kaptchuk, treinado na China e agora parte da faculdade da Harvard Medical School.

Como funcionam os placebos

O Dr. Kaptchuk ajudou a criar o Programa de Estudos sobre Placebo. Ele enfatiza que o efeito placebo não acontece por apenas uma razão. As pessoas podem se sentir melhor depois de tomar uma pílula inativa por uma combinação de razões.

Varreduras funcionais no cérebro mostram que os placebos podem causar alterações fisiológicas semelhantes às mudanças que acontecem quando se toma uma medicação real. As pessoas que tomam placebos podem liberar endorfinas no cérebro, exatamente como fariam se houvesse uma medicação real.

Placebos funcionam em apenas algumas condições

Os placebos só funcionam em condições que são fortemente moderadas no cérebro, como dor crônica, fadiga, depressão, ansiedade e problemas intestinais crônicos, como a síndrome do intestino irritável. Os placebos NÃO funcionam em condições com patologia física mensurável – por exemplo, em casos de tumores, cânceres e infecções.

O que o grupo do Dr. Kaptchuk descobriu é que os placebos funcionam porque fazem parte de toda a interação paciente-médico. A medicação é apenas uma parte do “ritual” da medicina, que ajuda na cura: desde o jaleco branco, o equipamento no escritório, a sala de espera e os equipamentos do médico. Tudo isso ajuda na ação do placebo.

Placebo funciona melhor

O que também faz parte da experiência bem-sucedida com placebos é a interação entre médico e paciente. Quando o médico é verdadeiramente atencioso e empático, dedica tempo e interesse ao atendimento, a experiência é melhor. Esta é outra boa razão para encontrar um médico que realmente se preocupa com você.

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Placebos e seus efeitos sobre o organismo was last modified: julho 25th, 2017 by

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