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O que fazer frente à depressão?

Nos últimos dias, fomos pegos de surpresa por algumas notícias de morte. Entre elas estiveram o suicídio dos comediantes Fausto Fanti, na última semana de julho, e Robin Williams, nesta semana. Embora passassem a idéia de estarem sempre felizes, ambos sofriam de depressão, uma doença séria, mas ainda muito negligenciada.

A maior parte dos suicídios acontece quando a pessoa chega ao limite da depressão. A seriedade do diagnóstico e do tratamento do sofrimento emocional foi abordada pelo presidente da Associação Americana de Psiquiatria, Dr. Paul Summergrad, que comentou o caso de Robin William. “É muito importante parar de ver essa doença [da depressão] como uma falha ou culpa da pessoa. É preciso vê-la como realmente é, a partir de condições médicas e genéticas. É um distúrbio cerebral que requer diagnóstico apropriado, tratamento, cuidados e apoio”, ressaltou.

O Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, ocupa a posição 73 no ranking de incidência de suicídios no mundo. Entre os países com taxas mais elevadas estão os EUA (43°) e Alemanha (33°), mas estar atrás deles não significa necessariamente uma melhora no perfil psicológico dos brasileiros.

Segundo pesquisadores da USP em artigo publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria, a taxa de suicídio no Brasil teve uma queda significativa entre 1996 e 2002. Porém, os índices têm aumentado desde 2002, com maior incidência entre jovens e homens de meia-idade.

Cuidados e recursos

A depressão é uma doença e, assim como qualquer doença física, precisa de tratamento e acompanhamento profissional. Há casos em que está ligada a um componente genético, e, por isso pode atingir uma pessoa da família e não outra. Entretanto, é uma doença presente em todas as classes sociais, profissões, idades, condições familiares e econômicas.

É um erro constante dizer a uma pessoa depressiva que, para melhorar, basta “ser feliz”, ou que “basta força de vontade”. Comparativamente, seria o mesmo que dizer a um diabético que a culpa de sua condição está em uma fraqueza ou falha pessoal. O tratamento da depressão necessita de acompanhamento pessoal e, em alguns casos, o uso de medicamentos.

A batalha contra a depressão é longa e precisa de suporte. No Brasil, há vários serviços gratuitos, de telefones 24 horas a recursos virtuais e atendimentos presenciais. Uma das opções é Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece atendimento por telefone, chat, pessoalmente ou via Skype. O atendimento telefônico é oferecido 24 horas no número 141. Para ser atendido via Skype ou pessoalmente, basta conferir o contato ou o endereço do escritório mais próximo, no www.cvv.org.br. Há, também, a página da organização no Facebook.

Existem, também, mais de 2 mil Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), mantidos pelo governo e que oferecem atendimento e acompanhamento psicológico gratuitamente em todo o território nacional. Para saber onde há um CAPS mais próximo, basta ligar para o número 136. Também são disponibilizadas informações nas secretarias e postos de saúde dos municípios.

O número para ajuda imediata, ligando de qualquer lugar do Brasil é 141

Centro de Valorização da Vida (CCV)

CCV (no Facebook)

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site principal: www.procuramed.com.

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O que fazer frente à depressão? was last modified: maio 20th, 2016 by

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