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Maioria dos hipertensos desconhece sua condição

Um estudo publicado recentemente, com 142.042 pessoas, de 17 países (inclusive o Brasil), mostrou que, em todo o mundo 46% das pessoas com pressão arterial elevada estão cientes de sua condição. E apenas cerca de 33% dos pacientes em tratamento têm um bom controle de sua pressão.

Esse descontrole da pressão arterial foi prevalente no mundo todo, em países “pobres”, como a Índia, e nos “ricos”, como o Canadá – embora os países com pior desempenho tenham sido os da África.

Globalmente, a hipertensão é a principal causa de doença cardiovascular. Se não for tratada ou se tratada inadequadamente, a hipertensão leva a doenças do coração, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e doença renal. Esses riscos diminuem quando o paciente recebe o tratamento correto.

A pressão arterial elevada é, geralmente, definida como pressão sistólica, quando superior a 14 e/ou pressão diastólica, acima de 9 (na aferição 14×9, por exemplo). Uma pressão sanguínea saudável é de 12×8 ou abaixo desse valor.

O projeto de pesquisa em questão dividiu os 17 países em categorias de “países de alta renda”, como a Suécia, a “países de baixa renda”, como Bangladesh. O Brasil foi considerado um país de “renda média alta”, e 5.549 brasileiros, de 35 a 70 anos, foram avaliados.

Curiosamente, o percentual de pessoas que sabiam ser hipertensas foi maior na América do Sul (incluindo também Chile e Argentina): 57% no total. Mas, entre os sul-americanos tratados, apenas 36% tinham a pressão arterial bem controlada. Note-se que o estudo não publica as estatísticas separadamente entre Brasil, Chile e Argentina.

Este relatório sugere que, mesmo entre as pessoas conscientes de serem hipertensas e em tratamento, não há monitoramento adequado sobre os pacientes, o qual verifique se o tratamento está funcionando de fato.

Parte da explicação para os resultados da pesquisa deve-se ao fato de a hipertensão ser uma “doença silenciosa”, assim, a maioria das pessoas não têm sintomas. A única maneira de obter o diagnóstico, é medindo a pressão (são necessárias várias leituras diferentes).

As pessoas não diagnosticadas ou não tratadas corretamente correm os riscos mencionados acima, porém, quase todos os diagnosticados podem ser tratados com medicação oral. Também é benéfico ao organismo evitar a obesidade e a ingestão excessiva de sal. Uma boa dieta, rica em frutas e legumes, e possuir um animal de estimação, principalmente, um cachorro, são medidas valiosas para controlar a pressão arterial.

À parte essas dicas não-medicamentosas, a maioria dos hipertensos precisa tomar remédio diariamente para manter a pressão sob controle. Muitos exigem uma combinação de dois ou mais medicamentos para um controle eficiente. A única maneira de saber se o tratamento está correto é medir e comparar a pressão depois de iniciá-lo. Assim, verifica-se a necessidade de alterar a medicação ou fazer uma nova combinação.

Esse relatório é um lembrete para todos nós, pacientes e médicos, de que não temos, em geral, um bom desempenho no controle da pressão arterial. Não deixe de conferir sua pressão. É indolor e há tratamento eficaz disponível.

Se você for diagnosticado com pressão arterial elevada, é vital que não somente comece a usar a medicação apropriada, como também não esquecê-la. Faça um acompanhamento regular com seu médico para verificar se a medicação está funcionando e, se não estiver, mudar o remédio, diminuindo significativamente o risco de complicações a longo prazo.

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Maioria dos hipertensos desconhece sua condição was last modified: junho 16th, 2016 by

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