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Estudos apontam novas orientações para pessoas com pressão alta

De cada três adultos, um tem pressão arterial elevada. Se não tratada, ela pode aumentar o risco de morte precoce causada por doenças cardíacas, acidente vascular cerebral ou doença renal. Os riscos, porém, são reduzidos quando a pessoa segue tratamento. A grande questão para os médicos especialistas é até quanto se deve baixar a pressão para melhorar as condições de saúde do paciente hipertenso.

Em 2009, pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos iniciaram um estudo para tentar resolver essa questão. Chamado SPRINT, o estudo era previsto para acontecer até 2017, mas o NIH, na semana passada, tomou a rara decisão de encerrá-lo mais cedo. O motivo foi o resultado claro: estipular 120 mmHg como uma meta de pressão arterial sistólica para hipertensos pode poupar muitas vidas.

Até o relatório, a prática padrão na comunidade médica era tentar diminuir a pressão sistólica (o primeiro número dos dois na medida de pressão) para 140 (ou 14/6, como estamos mais acostumados no Brasil); para pessoas com mais de 60 anos, a meta ficava em 150. Muitos médicos tinham receio de reduzir a pressão arterial mais do que isso, temendo que os efeitos colaterais da redução agressiva poderiam prejudicar as pessoas – tanto em reação aos medicamentos quanto em desmaios, que poderiam levar a ferimentos na queda. Os resultados do estudo, porém, foram claros: se possível, hipertensos devem ter 120 como meta para a pressão arterial.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram um estudo bastante simples. Participaram 9300 homens e mulheres com mais de 50 anos, divididos em dois grupos. Um grupo foi tratado de forma mais agressiva, com controle para que a pressão arterial não passasse dos 120, enquanto o outro grupo foi tratado do modo mais usual, tendo 140 como alvo para a pressão.

Os resultados mostraram que o grupo que foram tratado com uma pressão arterial alvo de 120 mmHg apresentaram risco 30% menor de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca quando comparado ao outro grupo. Também apresentaram 23% menos risco de morrer durante o período do estudo.

Muitas pessoas conseguem controlar a hipertensão com perda de peso, exercícios ou redução de sal na dieta. Mesmo assim, frequentemente pacientes precisam de medicação para manter a pressão sob controle. Para esses casos, o estudo SPRINT descobriu que a maioria dos pacientes necessita de uma combinação de dois medicamentos diferentes para atingir a meta da pressão arterial de 140, e que muitas vezes uma combinação de três drogas é necessária para atingir a meta recomendada de 120.

Se você tem pressão arterial elevada, converse com seu médico sobre este estudo e veja se você deve considerar uma mudança em seu tratamento. Cada caso é diferente e todos os medicamentos têm efeitos colaterais, por isso, não é algo que você deva tentar fazer sozinho.

E se você é uma das muitas pessoas que podem ter a pressão arterial elevada e que ainda não fez o diagnóstico adequado nem iniciou tratamento, este estudo é um bom lembrete sobre como você pode reduzir o risco de acidente vascular cerebral e outros problemas relacionados.

Se você precisar encontrar um médico em qualquer lugar do Brasil, use o nosso site: www.procuramed.com.

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Estudos apontam novas orientações para pessoas com pressão alta was last modified: março 14th, 2016 by

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