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Depressão em homens; e os resultados da enquete Mais Saúde

Na maioria dos países, as mulheres são diagnosticadas com depressão com muito mais frequência do que os homens. Mas, hoje, vamos abordar um novo estudo que coloca isso em questão. Na sequência, apresentaremos os resultados da última enquete do Mais Saúde sobre a formação médica.

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Acredita-se que as mulheres têm cerca de 70% mais chances (ao longo da vida) de sofrer de depressão do que os homens. Porém, uma pesquisa, que acaba de ser publicada na revista JAMA Psychiatry, concluiu que homens e mulheres sofrem de depressão aproximadamente nas mesmas taxas.

Essa corrente de pesquisadores afirma que a razão pela qual os homens têm sido subdiagnosticados deve-se à própria definição de “depressão”: o conceito não leva em conta que homens e mulheres podem ter maneiras diferentes de agir quando estão deprimidos.

Quando os médicos estão à procura de sinais de depressão, perguntam, muitas vezes, sobre tristeza e choro. No entanto, os homens mostram-se muito menos propensos a admitir esse tipo de comportamento (que os faz parecer “fracos” ou “vulneráveis”) socialmente inaceitável entre eles, mas mais compreensível entre elas. Como são menos inclinados a admitir tais sintomas, proporcionalmente, estão sujeitos a serem subdiagnosticados.

Em vez de parecerem tristes, os homens tendem a expressar a dor emocional com “raiva, comportamento autodestrutivo, autodistração ou entorpecimento da dor por meio de substâncias, jogo, mulheres e vício no trabalho. Outros especialistas propuseram que a irritabilidade pode ser o principal sintoma a ligar os homens à depressão.” Às vezes, eles reagem de forma exagerada a pequenas irritações ou têm ataques de raiva, podendo ter, como o problema subjacente, a depressão.

Considerando que as mulheres podem ser mais propensas a expressar sua depressão chorando, perdendo o sono e sentindo-se sem esperança, os homens podem externar seus sentimentos mascarando-os com comportamentos hiperativos ou agressivos.

Os pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA), que realizaram esse estudo, concluíram que todos nós – médicos que diagnosticam a depressão, assim como as mulheres e homens que vivem e trabalham com outros homens – devemos estar atentos a esses sintomas alternativos e sobre seus reais significados.

Ao confrontar homens com tais comportamentos, podemos nos perguntar se a raiz do problema é a depressão, e dizer que eles podem ser ajudados por meio de terapia psicológica, de medicamentos ou da combinação de ambos.

 

Resultados da Enquete: Anos de Formação Médica

A última pergunta da enquete Mais Saúde foi: Você concorda com o novo plano do governo, que adiciona dois anos à formação do médico a partir de 2018?

Os resultados:

71% – Sim, estou preocupado com a formação atual dos nossos médicos e acredito que essa mudança vai ajudar a qualificar estes profissionais.

29% – Não, eu acho que os nossos médicos já recebem treinamento adequado e os atuais seis anos são suficientes.

Para a nova enquete, lançamos a seguinte questão:

O que você acha mais interessante ao analisar o perfil de um médico?

1) Onde ele se formou (escola médica).

2) Foco da prática.

3) Se ele se mantém atualizado, participando de cursos e congressos.

4) Se ele é recomendado por pacientes.

Você pode responder à enquete, na coluna à direita do blog, e escolher mais de uma opção.

Caso você necessite encontrar um médico, pode fazê-lo em nosso site: www.procuramed.com.

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