febre amarela

Boas notícias sobre a febre amarela

Em 17 de maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou uma mudança nas recomendações da vacina contra a febre amarela, o que facilitar a vida das pessoas em situação de risco.

febre amarela

Antes, a recomendação da OMS era a de que “uma dose de reforço” deveria ser tomada dez anos depois da primeira picada (procedimento este similar ao de muitas vacinas). Mas, pelas novas diretrizes, o órgão afirma que a dose extra não é mais necessária.

Esta é uma boa notícia, já que a vacina contra a febre amarela tem mais chance de produzir efeitos colaterais que a maioria dos imunizadores desse tipo.

Apesar de haver poucos casos de febre amarela no Brasil, muitos estrangeiros, tentados a vir para cá, estão preocupados com a infecção no país. Talvez, tenham ouvido muito mais sobre casos de febre amarela, ao longo dos anos, do que, por exemplo, sobre  a dengue (perigo à saúde mais comum e atual).

As estatísticas mostram que uma pessoa infectada com a febre amarela, e que desenvolve a forma grave da doença (cerca de 15% dos casos), tem mais chances de morrer do que se contraísse dengue. Em contrapartida, uma pessoa contaminada pelo vírus da dengue, cuja doença evolui para a forma grave, tem risco bem menor de letalidade, em torno de 5%.

De 1990 a 2010, o Brasil confirmou 587 casos de infecção por febre amarela, sendo que metade dos doentes morreu.

A febre amarela é causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito infectado. A OMS estima que, por ano, são registrados 200 mil casos em toda a África e América Latina. Porém, aproximadamente, 90% das notificações e das mortes ocorrem no continente africano.

Muitas pessoas podem ser infectadas com a febre amarela, mas não são diagnosticadas de forma definitiva. Os primeiros sintomas são semelhantes aos de muitas outras doenças virais (incluindo a dengue) e a única forma de identifica-la é por meio de um teste de sangue sofisticado. Os sintomas incluem febre, calafrios, náuseas, dor muscular, dor nas costas e dor de cabeça.

Os sintomas começam de 3 a 6 dias após a mordida do mosquito infectado. Até 85% dos doentes se recuperam em poucos dias, contudo, 15%, depois da recuperação, desenvolvem uma infecção secundária mais grave, com febre alta e, às vezes, com sangramento do nariz, boca, estômago e até mesmo dos olhos. A pele e os olhos ficam amarelos – daí o nome da doença – devido à icterícia (infecção do fígado), com possibilidade de desenvolver insuficiência renal.

A vacina contra a febre amarela possui nível de eficácia superior a 99%, mas, se um indivíduo contrair o vírus, terá de suportar os incômodos gerais da doença, pois ainda não há um bom tratamento para ela.

Em resumo, se você tem amigos estrangeiros que falam da febre amarela como um empecilho para visitar o Brasil, tranquilize-os. A infecção é muito improvável e, se a preocupação persistir, recomende a eles conversarem com seus médicos sobre a vacina antes da viagem.

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Veja também:

Febre Amarela (Ministério de Saúde)

Febre Amarela (Portal de Saúde, SUS)

 

 

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