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Alzheimer e Parkinson podem estar ligados a exposição a pesticidas

O contato frequente com pesticidas, em especial o DDT, pode ter grande influência no desenvolvimento de doenças como Alzheimer e Parkingson. É o que aponta estudo recém publicado pela revista Neurology.

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O desenvolvimeto do Alzheimer depende de uma combinação de três fatores: genética, estilo de vida (como a prática de exercícios físicos e mentais) e ambientais. A fórmula é complexa, mas nos ajuda a entender a doença e a tomar medidas para diminuirmos nossos riscos de desenvolvê-la.

Durante a pesquisa, os cientistas colheram amostra de sangue de 86 pessoas com Alzheimer e outras 79 pessoas com mesma idade e perfil, mas sem a doença. Supreendentemente, o que eles descobriram foi que os níveis de DDE, o metabólito do pesticida DDT, foi cerca de quatro vezes maior no grupo portador da doença.

A constatação não prova que a exposição a pesticidas ajuda a causar o Alzheimer, mas é uma suspeita, já que eles têm sido apontados em várias outras pesquisas como causa de doenças neurológicas degenerativas. Entre essas doenças também está o Parkinson.

No ano passado, um grande estudo realizado na Itália analisou outras 89 pesquisas globais sobre a doença. A análise dos dados levou à conclusão de que pessoas que tiveram contato frequente com solventes e pesticidas, incluindo inseticidas e herbicidas, correm de 33% a 80% mais risco de desenvolverem Parkinson.

Os compostos analisados na pesquisa italiana são os mesmos apontados no estudo publicado pela Neurology. Ainda não é certo o grau de danos causados por estes compostos, mas sabe-se que estes produtos químicos induzem as células do cérebro a produzir mais proteína beta-amiloide, implicada na doenda de Alzheimer.

Mesmo que você não more em uma região agrícola ou em uma área de exposição constante a pesticidas, esses produtos continuam em nossos tecidos por anos após o contato. Nos Estados Unidos, o DDT foi proibido em 1971, mas mesmo agora, quatro décadas mais tarde, o composto continuou presente em mais de 75% dos indivíduos pesquisados.

No Brasil, a proibição do DDT aconteceu mais tarde, mas a exposição também deixa vestígio no sistema das pessoas que tiveram contato com o produto. E os danos não são causados apenas pelo DDT. Há muios compostos usados na agricultura que podem prejudicar o sistema nervoso e elevar os riscos de Alzheimer e Parkinson.

Em nosso próximo post, daremos dicas sobre como minimizar esse risco. Também iremos listas alguns legumes e vegetais que tendem a concentrar mais resíduos de pesticidas. Não perca.

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